# 04/10/2024 **Published by:** [*247](https://paragraph.com/@247/) **Published on:** 2024-10-05 **URL:** https://paragraph.com/@247/04-10-2024 ## Content Perspectiva do sábio x Perspectiva do crítico Uma parábola chinesa ilustra essa diferença: um velho fazendeiro mora em uma fazendo com o filho adolescente. Ele tem um belo garanhão, que cuida com muito amor. Um dia o fazendeiro inscreve o garanhão em um concurso e ele ganha o primeiro lugar. Os vizinhos se reúnem para dar o parabéns e o fazendeiro diz “Quem sabe o que é bom ou ruim?”. Na semana seguinte, ladrões que ouviram falar da vitória roubam o cavalo. Os vizinhos lamentam e o fazendeiro diz “Quem sabe o que é bom ou ruim?”. Dias depois, o garanhão foge dos ladrões e aparece na fazenda levando com ele algumas éguas. Os vizinhos o parabenizam e o fazendeiro mais uma vez diz “Quem sabe o que é bom ou ruim?”. Semanas depois, o filho do fazendeiro cai de uma das éguas e quebra a perna. Os vizinhos se juntam para lamentar e o fazendeiro diz “Quem sabe o que é bom ou ruim?”. Na semana seguinte, o exército imperial marcha para recrutar todos os jovens para a guerra, mas o filho do fazendeiro é dispensado por causa da perna fraturada. Os vizinhos nem se dão ao trabalho de parabenizar o fazendeiro, porque já sabem o que ele vai dizer “Quem sabe o que é bom ou ruim?”. Nosso crítico reage ao efeito imediato de algo e ignora as muitas possibilidades do impacto do que pode acontecer no longo prazo. Só que a vida não para no efeito imediato (Shirzad Chamine). ## Publication Information - [*247](https://paragraph.com/@247/): Publication homepage - [All Posts](https://paragraph.com/@247/): More posts from this publication - [RSS Feed](https://api.paragraph.com/blogs/rss/@247): Subscribe to updates