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        <title>Bruno C F</title>
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            <title><![CDATA[Colaboração é outra coisa.]]></title>
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            <pubDate>Sat, 03 Sep 2022 22:45:22 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Qual é o meu incômodo quando falam sobre Colaboração Há um tempo atrás, havia uma série de frases nos moldes do exemplo abaixo que esclareciam os desavisados sobre o que não é o amor, como uma não-definição com uma pitada de humor:“O AMOR NÃO TE DEIXA SALTITANTE. O NOME DISSO É POGOBOL. O AMOR É OUTRA COISA.” — autor desconhecido [para mim, ao menos]Eu gosto dessa abordagem de definição às avessas porque ela reconhece a nossa ignorância nestes temas. Muitas das vezes em que ouço falar sobre C...]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<p><em>Qual é o meu incômodo quando falam sobre Colaboração</em></p><p>Há um tempo atrás, havia uma série de frases nos moldes do exemplo abaixo que esclareciam os desavisados sobre o que <strong>não</strong> é o amor, como uma não-definição com uma pitada de humor:</p><blockquote><p>“O AMOR NÃO TE DEIXA SALTITANTE. O NOME DISSO É POGOBOL. O AMOR É OUTRA COISA.” — autor desconhecido [para mim, ao menos]</p></blockquote><p>Eu gosto dessa abordagem de definição às avessas porque ela reconhece a nossa ignorância nestes temas.</p><p>Muitas das vezes em que ouço falar sobre Colaboração, sinto que precisaríamos lançar outra série de frases neste formato para esclarecer o conceito, porque nem sempre o que rotulam como colaboração é, de fato, colaboração. Fica aquele ruído na comunicação, aquele duelo de “expectativa <em>versus</em> realidade”. E isso me incomoda.</p><p>Lançaria algo do tipo:</p><blockquote><p>“A colaboração não transforma seu ‘time’ em ‘squad’. O nome disso é anglicismo. Colaboração é outra coisa.”</p></blockquote><h2 id="h-algo-de-errado-nao-esta-certo" class="text-3xl font-header !mt-8 !mb-4 first:!mt-0 first:!mb-0">“Algo de errado não está certo”</h2><figure float="none" data-type="figure" class="img-center" style="max-width: null;"><img src="https://storage.googleapis.com/papyrus_images/b23ac5a052a982a5fa67cab0f085c25fead2bd245d39e2a9e715c0a4cff08924.jpg" alt="Photo by Lance Anderson on Unsplash¹ " blurdataurl="data:image/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAP///wAAACwAAAAAAQABAAACAkQBADs=" nextheight="600" nextwidth="800" class="image-node embed"><figcaption HTMLAttributes="[object Object]" class="">Photo by Lance Anderson on Unsplash¹</figcaption></figure><p>Investigando um pouco mais sobre isso, descobri que não estou sozinho com este incômodo: Lynn Power expressou — com precisão cirúrgica — a minha inquietação neste trecho do seu artigo “<a target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow ugc" class="dont-break-out" href="https://www.huffpost.com/entry/collaboration-vs-cooperat_b_10324418">Collaboration vs. Cooperation. There Is a Difference.</a>” (que tomei a liberdade de traduzir):</p><blockquote><p><em>“(…) embora muitas pessoas </em><strong><em>falem muito</em></strong><em> sobre </em><strong><em>colaboração</em></strong><em>, a maioria está apenas </em><strong><em>cooperando</em></strong><em>.” —( Sim, doutora. É aí que dói.)</em></p></blockquote><p>E avança trazendo essas definições de Jeremy Roschelle e Stephanie D. Teasley:</p><blockquote><p><strong><em>Colaboração</em></strong> <em>é uma atividade coordenada e síncrona que é o resultado de uma tentativa continuada em construir e manter uma concepção compartilhada de um problema.</em></p><p><strong><em>Cooperação</em></strong> <em>é atingida pela divisão do trabalho entre os participantes como uma atividade em que cada pessoa é responsável por resolver uma porção do problema.</em></p></blockquote><p>Acho que é essencial fazer essa distinção entre os conceitos e compartilho deste entendimento que eles apresentam. Ao meu ver, na modalidade da <strong>Cooperação</strong> não há uma premissa de ter objetivos comuns, mas existe clareza do que se espera entre as partes. Pode ser que a Cooperação aconteça por uma obrigação de processos organizacionais; por definições de papéis com <em>accountabilities</em> bem definidas; ou, até mesmo, por benefícios mútuos.</p><p>Já na <strong>Colaboração</strong> se dá de forma orgânica e espontânea. Nesta modalidade, não há um foco em se definir responsabilidades e sim no atingimento de um objetivo. Aliás, a participação de todos acaba sendo bastante fluida, devido à natureza incerta do problema e da solução.</p><p><em>Obs.: Vamos deixar claro aqui que uma abordagem não é melhor do que a outra. Só precisamos saber se são as ferramentas adequadas para o problema que queremos atacar.</em></p><h2 id="h-cada-um-no-seu-quadrado" class="text-3xl font-header !mt-8 !mb-4 first:!mt-0 first:!mb-0">Cada um no seu quadrado</h2><figure float="none" data-type="figure" class="img-center" style="max-width: null;"><img src="https://storage.googleapis.com/papyrus_images/eac006f8ae5358fbcb5b1fb005f340f2c7d239be5599eee52fefcb92befe9ede.jpg" alt="Photo by Michael Aleo on Unsplash²" blurdataurl="data:image/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAP///wAAACwAAAAAAQABAAACAkQBADs=" nextheight="600" nextwidth="800" class="image-node embed"><figcaption HTMLAttributes="[object Object]" class="">Photo by Michael Aleo on Unsplash²</figcaption></figure><p>O mundo do trabalho passou por um processo intenso de especialização, seguindo um paradigma cartesiano e departamental. Nesse paradigma, os problemas são analisados (quebrados em pedaços menores) e, geralmente, resolvidos individualmente:</p><blockquote><p><em>“Eu faço a minha parte e você faz a sua, beleza?”</em></p></blockquote><p>Desempenho, Competição, Padronização, Previsibilidade, Linearidade são palavras que me vem à cabeça. Os organogramas atuais ainda refletem este paradigma, assim como suas estruturas de incentivos. <em>E, sim, isso foi fundamental para avançarmos como Humanidade.</em></p><figure float="none" data-type="figure" class="img-center" style="max-width: null;"><img src="https://storage.googleapis.com/papyrus_images/27a1492a0e2911de0533d49f7c89f6b26fcd5ca980f67f3f6362af2f4154279d.jpg" alt="Photo by Zach Lucero on Unsplash³" blurdataurl="data:image/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAP///wAAACwAAAAAAQABAAACAkQBADs=" nextheight="600" nextwidth="800" class="image-node embed"><figcaption HTMLAttributes="[object Object]" class="">Photo by Zach Lucero on Unsplash³</figcaption></figure><p>Neste sentido, nos habituamos a trabalhar de forma cooperativa. Cada setor tinha muito claro qual era a sua parte do trabalho e a coordenação dos trabalhos era resolvida de forma centralizada, com comando e controle. A passagem de bastão para as outras especialidades (ou departamentos) era bem definida.</p><p>Apesar do sucesso em contextos conhecidos e bem estabelecidos, exploramos bastante este paradigma e acabamos esbarrando em outras fronteiras que desafiam novamente o nosso modelo mental. Entramos no <strong>mundo VUCA</strong> (volátil, incerto, complexo e ambíguo) e é aí que precisamos da <strong>capacidade sistêmica da Colaboração</strong>.</p><h2 id="h-colaboracao-como-capacidade-sistemica" class="text-3xl font-header !mt-8 !mb-4 first:!mt-0 first:!mb-0">Colaboração como capacidade sistêmica</h2><figure float="none" data-type="figure" class="img-center" style="max-width: null;"><img src="https://storage.googleapis.com/papyrus_images/3329a7241c75b2df2a7ee9e603031066f9cc29698b897c569a4a320273dc796c.jpg" alt="Photo by Alex Holyoake on Unsplash⁴" blurdataurl="data:image/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAP///wAAACwAAAAAAQABAAACAkQBADs=" nextheight="600" nextwidth="800" class="image-node embed"><figcaption HTMLAttributes="[object Object]" class="">Photo by Alex Holyoake on Unsplash⁴</figcaption></figure><p>Em meu último <a target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow ugc" class="dont-break-out" href="https://medium.com/somos-tera/por-que-foram-criados-pap%C3%A9is-nos-frameworks-de-agilidade-a39e52f0c068">artigo</a>, eu tangenciei essa perspectiva da colaboração ser uma capacidade sistêmica, mas se não soubermos quais elementos propiciam a colaboração como podemos cultivá-la?</p><p>Não podemos obrigar um time a colaborar, mas podemos promover um ambiente em que a colaboração possa prosperar:</p><p><strong>Propósito</strong> vivido coletivamente coerente com os motivadores individuais: mais do que alinhamento, precisamos de autenticidade no que nos impulsiona individualmente;</p><p><strong>Comprometimento</strong> dos membros com o resultado final: um alicerce que une “todos no mesmo barco” e reforça o item seguinte;</p><p><strong>Confiança</strong>: para possibilitar uma construção conjunta;</p><p><strong>Interdisciplinaridade</strong>: para habilitar o diálogo entre os diferentes conhecimentos e habilidades necessários para a solução;</p><p><strong>Conexão entre repertórios diversos</strong>: pois cada experiência individual é única e traz parte do problema (e parte da solução);</p><p><strong>Autonomia</strong>: para encontrar uma combinação ótima entre liberdades, responsabilidades e limites;</p><p><strong>Segurança</strong>: para que a colaboração não seja inibida pelo freio do medo desnecessário.</p><p>Esses elementos nutrem a colaboração. <strong>Quais deles você está aportando ao seu ambiente de trabalho?</strong></p><p>Deixo aqui uma citação, que roubei deste artigo “<a target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow ugc" class="dont-break-out" href="https://hbr.org/2014/04/a-shared-purpose-drives-collaboration">A Shared Purpose Drives Collaboration</a>”, e que ilustra bem a importância do propósito:</p><blockquote><p>“Se você quer construir um navio, não chame as pessoas para juntar madeira ou atribua-lhes tarefas e trabalho, mas sim ensine-os a desejar a infinita imensidão do oceano.” — Antoine de Saint-Exupéry</p></blockquote><h3 id="h-resumo" class="text-2xl font-header !mt-6 !mb-4 first:!mt-0 first:!mb-0">Resumo</h3><ol><li><p>“Colaboração” é confundida com “Cooperação”;</p></li><li><p>Nosso contexto histórico moldou um <em>modus operandi</em> cooperativo, mas o mundo VUCA exige cada vez mais a colaboração como capacidade sistêmica;</p></li><li><p>A colaboração não pode ser imposta, e sim cultivada.</p></li></ol><h3 id="h-algumas-referencias" class="text-2xl font-header !mt-6 !mb-4 first:!mt-0 first:!mb-0">Algumas referências</h3><p><a target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow ugc" class="dont-break-out" href="https://www.huffpost.com/entry/collaboration-vs-cooperat_b_10324418">https://www.huffpost.com/entry/collaboration-vs-cooperat_b_10324418</a></p><p><a target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow ugc" class="dont-break-out" href="https://hbr.org/2014/04/a-shared-purpose-drives-collaboration">https://hbr.org/2014/04/a-shared-purpose-drives-collaboration</a></p><p><a target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow ugc" class="dont-break-out" href="https://hbr.org/2018/05/how-to-make-sure-agile-teams-can-work-together">https://hbr.org/2018/05/how-to-make-sure-agile-teams-can-work-together</a></p><p><a target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow ugc" class="dont-break-out" href="https://medium.com/somos-tera/por-que-foram-criados-pap%C3%A9is-nos-frameworks-de-agilidade-a39e52f0c068">https://medium.com/somos-tera/por-que-foram-criados-pap%C3%A9is-nos-frameworks-de-agilidade-a39e52f0c068</a></p><h3 id="h-creditos-das-imagens" class="text-2xl font-header !mt-6 !mb-4 first:!mt-0 first:!mb-0">📷 Créditos das imagens</h3><ul><li><p>⁰ Photo by <a target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow ugc" class="dont-break-out" href="https://unsplash.com/@jackalope_west?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText">Jackalope West</a> on <a target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow ugc" class="dont-break-out" href="https://unsplash.com/s/photos/rafting-adventure?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText">Unsplash</a></p></li><li><p>¹ Photo by <a target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow ugc" class="dont-break-out" href="https://unsplash.com/@lanceanderson?utm_source=medium&amp;utm_medium=referral">Lance Anderson</a> on <a target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow ugc" class="dont-break-out" href="https://unsplash.com/?utm_source=medium&amp;utm_medium=referral">Unsplash</a></p></li><li><p>² Photo by <a target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow ugc" class="dont-break-out" href="https://unsplash.com/@mjaleo?utm_source=medium&amp;utm_medium=referral">Michael Aleo</a> on <a target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow ugc" class="dont-break-out" href="https://unsplash.com/?utm_source=medium&amp;utm_medium=referral">Unsplash</a></p></li><li><p>³ Photo by <a target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow ugc" class="dont-break-out" href="https://unsplash.com/@zlucerophoto?utm_source=medium&amp;utm_medium=referral">Zach Lucero</a> on <a target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow ugc" class="dont-break-out" href="https://unsplash.com/?utm_source=medium&amp;utm_medium=referral">Unsplash</a></p></li><li><p>⁴ Photo by <a target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow ugc" class="dont-break-out" href="https://unsplash.com/@stairhopper?utm_source=medium&amp;utm_medium=referral">Alex Holyoake</a> on <a target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow ugc" class="dont-break-out" href="https://unsplash.com/?utm_source=medium&amp;utm_medium=referral">Unsplash</a></p></li></ul><p>Este artigo foi publicado originalmente em:</p><p><a target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow ugc" class="dont-break-out" href="https://medium.com/somos-tera/colabora%C3%A7%C3%A3o%C3%A9outracoisa-5f06edf0eb93">https://medium.com/somos-tera/colabora%C3%A7%C3%A3o%C3%A9outracoisa-5f06edf0eb93</a></p>]]></content:encoded>
            <author>bruno-c-f@newsletter.paragraph.com (Bruno C F)</author>
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