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        <title>Nino Arteiro</title>
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        <description>Cryptoartist of Brazil (OG 2018)

Exhibitions:MexicoCity-NewYork-Miami-Paris-Milan-Fuerteventura-Lisbon-LosAngeles-London-SãoPaulo-Barcelona</description>
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            <title><![CDATA[Criptoarte: um novo caminho para artistas brasileiros
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            <pubDate>Thu, 01 May 2025 21:06:01 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Nos últimos anos, a palavra “criptoarte” passou de um termo obscuro para um fenômeno global. Mas, para muitos artistas brasileiros, ela ainda soa como algo distante, técnico ou até inalcançável. Neste ensaio, vamos desmistificar a criptoarte, mostrar seu potencial e explicar por que vale a pena entender melhor esse movimento — especialmente se você é um artista em busca de liberdade, visibilidade, autonomia, novas possibilidades de criação e geração de renda. O QUE É CRIPTOARTE, AFINAL? Uma d...]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos anos, a palavra “criptoarte” passou de um termo obscuro para um fenômeno global. Mas, para muitos artistas brasileiros, ela ainda soa como algo distante, técnico ou até inalcançável. Neste ensaio, vamos desmistificar a criptoarte, mostrar seu potencial e explicar por que vale a pena entender melhor esse movimento — especialmente se você é um artista em busca de liberdade, visibilidade, autonomia, novas possibilidades de criação e geração de renda.</p><p><strong>O QUE É CRIPTOARTE, AFINAL?</strong></p><p>Uma das definições que podemos dar para a criptoarte é a seguinte: arte digital registrada em uma rede de computadores chamada blockchain. Esse registro criptografado é praticamente impossível de ser modificado e é chamado de NFT (token não fungível).</p><p>OS NFTs funcionam como certificados digitais de autenticidade e propriedade. Diferente de uma imagem postada nas redes sociais, uma obra em NFT pode ser comprada, vendida e colecionada — tudo isso com segurança, transparência e proveniência. Além do mais, se você souber um pouco de programação, você pode desenvolver o seu próprio contrato inteligente para criar, gerenciar e vender os seus NFTs, eliminando, dessa maneira, os intermediários da arte, como as galerias, curadores e casas de leilão tradicionais, descentralizando verdadeiramente a criação e distribuição da sua arte.</p><p><strong>COMO A CRIPTOARTE ABRE CAMINHOS PARA ARTISTAS BRASILEIROS?</strong></p><p>O cenário artístico brasileiro, historicamente, oferece poucos espaços para novos artistas. Muitos enfrentam dificuldades para expor suas obras, viver de arte ou mesmo serem reconhecidos. Sendo assim, a criptoarte se torna um novo caminho. Com ela, qualquer pessoa com acesso à internet pode criar, divulgar e vender sua arte para o mundo todo. Agora, o público na arte se tornou verdadeiramente global.</p><p>Além disso, o artista continua no controle: você define o preço, decide quantas edições quer lançar, e ainda pode programar royalties automáticos — ou seja, receber uma porcentagem toda vez que a obra for revendida no futuro.</p><p><strong>DESAFIOS E CUIDADOS</strong></p><p>Claro, não é só publicar e esperar enriquecer. A criptoarte também traz desafios. É preciso entender como funcionam as blockchains (como Ethereum, Tezos ou Solana), escolher uma plataforma para mintar (registrar) seus NFTs e lidar com taxas de transação. Além disso, o mercado é volátil, a especulação exagerada centraliza o dinheiro em poucos artistas e projetos, e o hype pode ser traiçoeiro.</p><p>Não se iluda: não é fácil vender. Vender é apenas uma possibilidade. Busque ver a blockchain e os NFTs como apenas mais uma ferramenta que será utilizada na sua carreira artística. Muito provavelmente, em um futuro breve, essas novas tecnologias farão parte da vida da maioria dos artistas, contribuindo para o ganho de visibilidade nacional e global e na geração de renda dentro do mundo digital, que crescerá cada vez mais com a revolução digital que já é uma realidade e que promete se desenvolver de forma significativa nos próximos anos.</p><p>Outro ponto importante: o mundo da criptoarte, mesmo sendo novo, já começa a repetir velhos padrões do sistema tradicional, como a formação de grupos privilegiados de artistas, curadores e colecionadores que começam a centralizar a visibilidade, as oportunidades, o poder e o dinheiro. Alguns grupos dominam os algoritmos, os espaços de destaque e os eventos. Por isso, é importante entrar com os olhos abertos — reconhecendo essas dinâmicas para não se frustrar, mas também para ajudar a construir um ecossistema mais justo, colaborativo e descentralizado de verdade.</p><p><strong>O PAPEL DA COMUNIDADE</strong></p><p>Na criptoarte, a comunidade importa tanto quanto a técnica. Muitas vezes, artistas crescem, não necessariamente por serem os mais famosos ou por terem os melhores equipamentos ou estéticas, mas porque participam, colaboram e constroem juntos.</p><p>No Brasil, grupos como CRIPTOARTE BRASIL, grupo brasileiro pioneiro no Telegram sobre criptoarte, além de iniciativas como a EXPOSIÇÃO CRIPTOARTE BRASIL, a primeira exposição física de criptoarte realizada no Brasil, que aconteceu na cidade mineira de Montes Claros em 2021, e espaços como o Discord e o X têm sido fundamentais para conectar artistas, trocar experiências, realizar colaborações e fortalecer a cultura local.</p><p><strong>UM CONVITE</strong></p><p>A criptoarte ainda está em construção. Não há regras fixas, nem um caminho único. E, justamente por isso, é um espaço muito promissor para artistas que querem experimentar, se expressar e conquistar seu lugar sem pedir permissão.</p><p>Se você é artista no Brasil — visual, sonoro, performático, 3D, pixel art, glitch, de IA, de arte física ou o que for — esse movimento também é seu. Aprenda, crie, experimente, questione, colabore, participe. Você não precisa entender tudo no começo. Basta começar.</p>]]></content:encoded>
            <author>nino-arteiro@newsletter.paragraph.com (Nino Arteiro)</author>
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