23 de agosto de 2024
Este título, “Puxa-saco e outros predicados”, o criei a partir de um artigo de um senhor, Lício Antonio Malheiros, que se apresenta como “Professor” e “geógrafo”, publicado no dia 21 de agosto de 2024, na mídia local, no seguinte endereço: https://www.folhamax.com/opiniao/dois-rankings-importantissimos-alcancados/452546. Mas, não se preocupe em ir ao endereço para leitura, porque fiz questão de transcrever o referido artigo ao final do meu texto, para evitar que o seu conteúdo fique perdido caso, por algum motivo, a referida página seja tirada do ar pelo veículo que o publicou.
No texto, o senhor professor Lício Malheiros escreve:
“Muitas pessoas atribuem a mim, a pecha de: sucursal, porta-voz, puxa-saco entre tantos outros predicativos; porém isso não procede, uma vez que só relato o que realmente vem acontecendo na gestão do governador Mauro Mendes (União Brasil), e que para mim, é motivo de orgulho.”
Adaptei o termo “predicativo”, por ele empregado, usando “predicados”. Penso que seja mais adequado, inclusive em termos gramaticais.
O que é um “puxa-saco”?
A expressão, muito popularmente usada, faz óbvia alusão a um gesto de teor sexual, para indicar que aquele que é chamado de “puxa-saco” acaricia o sacro escrotal daquele a quem quer agradar. Comumente empregado por pessoas do sexo masculino (poucas vezes ouvi mulheres usarem-se dessa expressão), tende a acumular um significado de sujeição, uma vez que os homens, no passado, quando o termo foi cunhado, dentro do contexto de uma cultura machista, não agiriam assim, exceto se quisessem obter algum tipo de compensação por subordinar-se a outrem. Então, obviamente, agrega-se também a conotação de que o “puxa-saco” é alguém interesseiro, cujo comportamento não expressa uma valorização legítima do outro a que quer agradar nem um expressa afeto ou reconhecimento sinceros, mas uma conduta oportunista, baseada numa intenção negocial escamoteada.
O senhor Lício Malheiro faz uso ainda das expressões “porta-voz” e “sucursal”, recorrendo a imagens do universo profissional da comunicação, normalmente oficial, e do jornalismo, das assessorias de imprensa. Não deixa de ser uma ofensa aos profissionais do jornalismo que se mantenham atentos à ética profissional que os vocábulos que são usados para identificá-los, em várias de suas possíveis atuações profissionais, sejam considerados equivalentes ao “puxa-saquismo”. Possivelmente é apenas uma infelicidade de uso da linguagem pelo senhor geógrafo professor: não deve ter sido intencionalidade consciente menosprezar os profissionais do jornalismo ou humilhá-los acusando-os de não atuarem segundo os preceitos da ética jornalística.
Isto posto, continuemos o exame do que escreveu o referido articulista.
Ele fala de “dois rankings” alcançados. E os chama de “importantíssimos”. Do meu ponto de vista, nenhum dos "dois rankings" existem nem tem nenhuma importância. Discordo dele, veementemente.
Vejamos:
O primeiro é o ranking de classificação dos “melhores governadores” do Brasil, em que, ao citar o governador Mauro Mendes como o terceiro melhor do Brasil, ele não aponta a fonte dessa informação, do mesmo modo como não cita quais teriam sido os critérios usados por aquela fonte julgadora para definir a escala de avaliação usada na decisão.
Ou seja: se o professor conhece algo do jornalismo, afastou-se completamente dele para fazer uma afirmação destituída de qualquer fundamento, exceto sua própria vontade de elogiar ao governador. Neste caso, ele até emprega o termo “memoráveis” para referir-se a algumas das ações do governo estadual, que teriam sido, na sua interpretação, demonstrações dos méritos do governador Mauro Mendes, de quem ele diz que se orgulha.
Mas, atenção para o fato de que em todas as referências que faz ao governador Mauro Mendes, ele utiliza-se da referência ao partido político ao qual o governador é filiado, União Brasil, quase como se o governador estivesse concorrendo a novos cargos eletivos. Será que o interesse em elogiar ao governador tem como motivação construir uma clima favorável para a propulsão das candidaturas do partido União Brasil na eleição que se aproxima, para as prefeituras municipais? Não parece ser uma artimanha inteligente, em termos de marketing, exceto se considerarmos demasiadamente poderosas as técnicas de influência subliminar. Não acredito que haja essa força para afirmações textuais. Mas, talvez o senhor Lício Malheiro acredite.
Por fim, o texto do senhor Lício Malheiro traz alguma informação que poderia ser relevante, se a tratasse bem: o Ideb dos estudantes do Estado de Mato Grosso progrediu alguns pontos. Mas, de novo, ele incorre num argumento fugaz: para ele, o “ranking” entre os resultados obtidos pelos estudantes dos diversos estados é mais importante do que a evolução na nota do Ideb em si mesma. Então, nesta perspectiva, o motivo de comemoração é que o Estado tenha evoluído para o oitavo melhor Ideb do país, como se esse fato tivesse alguma importância. Não tem. O Ideb não foi concebido para que os Estados concorram entre si. Não é um campeonato esportivo, nem um concurso. O Ideb foi concebido para propiciar conhecer os aspectos pedagógicos que precisam ser melhor trabalhados para que os niveis de aprendizagem dos estudantes possam ser maiores.
Um professor deveria preocupar-se mais em abrir os dados do Ideb em cada realidade particular para entender em que conteúdos há necessidade de revisar a didática empregada, clarificar melhor os conteúdos, aprofundar a explanação para os estudantes. Não tem nenhuma importância estar em primeiro lugar, ou oitavo, ou vigésimo ou em última classificação nesse ranking de concorrência entre os estados. Essa é uma concorrência absolutamente fictícia, sem nenhum significado.
Na verdade, é lamentável que um “professor” considere que um estado brasileiro concorre com outros estados brasileiros no que diz respeito à educação dos seus jovens. O ideal seria que todos os estados tivessem empatados nos índices máximos possíveis, se fosse para criar uma competição entre os estados. Nenhum vencedor, nenhum perdedor.
Uma expressão recentemente usada, "gamificação", refere-se a uma técnica há muito empregada na educação, que é criar cenários fictícios de concorrência entre os estudantes unicamente com o intuito de atrair-lhes, pela dimensão lúdica, sua atenção para objetivos que importa que todos alcancem. A concorrência entre eles não é desejada, no mundo real. Apenas no espaço lúdico. Talvez o professor não esteja suficientemente atualizado no que concerne à pedagogia, o que mereceria dele maior atenção.
Agora, o que explica que o professor afaste-se do que importa no Ideb (os níveis de aprendizagem dos alunos) para enaltecer um ranking sem significado?
Os elogios ao governador Mauro Mendes e ao atual Secretário de Estado de Educação, que teriam produzido avanços na “estrutura física” e nos “materiais pedagógicos” disponibilizados aos estudantes, que “se assemelham" (sic) ao que “acontece nas melhores escolas particulares do país”. De novo, um paradigma afirmado sem nenhuma fonte de credibilidade para a informação nem explanação dos critérios definidos para classificar o que sejam “melhores escolas particulares do país”.
Então, é verdade, senhor Lício Malheiros: cabe-lhe bem adequadamente a alcunha de “puxa-saco”, mas, mais do que isso: lamento ter que dizer-lhe que as afirmações que o senhor faz estão bem distantes das realidades que importa considerar. Quanto às suas capacidades de avaliação, em consequência, estas distâncias distorcem sua avaliação. O trocadilho foi intencional.
LICIO ANTONIO MALHEIROS
Dois rankings importantíssimos alcançados
“A implementação de políticas públicas passa necessariamente pela vontade de fazer. Isso acontece quando, o gestor público traz arraigado em si, valores: éticos, morais e institucionais, voltados a atender às necessidades básicas dos munícipes.
Muitas pessoas atribuem a mim, a pecha de: sucursal, porta-voz, puxa-saco entre tantos outros predicativos; porém isso não procede, uma vez que só relato o que realmente vem acontecendo na gestão do governador Mauro Mendes (União Brasil), e que para mim, é motivo de orgulho.
Recentemente, o governo Mauro Mendes (União Brasil), alcançou dos rankings importantíssimos para o nosso Estado, ocupando a terceira posição no ranking dos melhores governadores do Brasil. O segundo ranking alcançado aconteceu através do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), saltamos da 19a posição em 2021, para a 8a posição em 2023.
A ocupação do 3o lugar no ranking dos melhores governadores do país, por Mauro Mendes (União Brasil), é fruto, de árduo trabalho por ele desenvolvido, juntamente com sua brilhante equipe de trabalho. Se, eu fosse elencar todas as obras e ações sociais desenvolvidas pelo seu governo, este, não seria um artigo e sim um livro, tamanho empenho e dedicação desse gestor público.
Vou citar apenas alguns dos seus feitos memoráveis, em 2022 Mauro Mendes (União Brasil) , em visita a cinco municípios, da região Norte; foi vistoriar, inaugurar e lançar outras obras. No total, o Governo de Mato Grosso já investiu mais de R$ 1,1 bilhão em Alta Floresta, Paranaíta, Apiacás, Nova Monte Verde, Nova Bandeirantes e Aripuanã.
Para não tornar prolixo; vou elencar uma das suas últimas realizações. A obra, de duplicação da rodovia dos Imigrantes (BR-070) em Cuiabá e Várzea Grande, foi dado o pontapé inicial. O projeto, além de duplicar 16,3 km da rodovia, também prevê a duplicação de um trecho adicional de 11,8 km, incluindo a recuperação da pista antiga, a construção de viadutos, pistas marginais, retornos e acesso à comunidade de Bonsucesso, bem como a duplicação da ponte sobre o Rio Cuiabá.
O segundo ranking alcançado, também nos enche de orgulho foi obtido pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (ideb); saltamos, da 19a posição em 2021, para a 8a posição em 2023. Na condição de professor, me sinto de certa forma agraciado com essa colocação, uma vez que lecionei por 23 anos na rede pública; avançamos 11 posições no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (ideb).
Essa avaliação positiva, tem como fatores preponderantes, investimentos maciços em obras modernas e estruturantes das unidades escolares. No sistema de ensino estruturado se assemelha ao que acontece nas melhores escolas particulares do país, com tecnologia no uso de Chromebooks e notebooks para alunos e professores, esta evolução permitiu melhorias substanciais na educação.
Ministrei aulas na rede pública até 2017; as lembranças, não foram as melhores possíveis, em função de uma série de fatores, entre os quais. O sistema educacional em nosso Estado, estava literalmente comprometido, com escolas sucateadas, o ensino-aprendizagem não obedecia os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).
A LDB, que é o conjunto de orientações de aprendizagem dos alunos para atingir metas educacionais, não estavam sendo respeitados, não havia garantia que todos os alunos tivessem acesso ao conhecimento básico e indispensáveis. O governo Mauro Mendes (União Brasil), em consonância com trabalho hercúleo desenvolvido pelo Secretário estadual de Educação Alan Porto, conseguiram vários avanços na educação, tanto na estrutura física, como também na aquisição de matérias pedagógicos de altíssimo nível.
Esses fatores, atrelados ao empenho e desempenho do corpo docente, nos permitiu maior ascensão ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (ideb). No (ideb) 2023, Mato Grosso teve o segundo maior avanço no resultado do Ensino Médio da rede pública, em comparação ao (ideb) 2021. Na avaliação de 2023, a média foi de 4,2. No (ideb) anterior, o índice de Mato Grosso havia sido de 3,6.
Esse percentual de 0,6 no índice, nos permitiu saltarmos para a 8a colocação no (ideb), motivo, de alegria e satisfação, ficamos atrás apenas do desempenho da rede pública do Pará, que aumentou o índice em 1,3, parabéns também a esse Estado.
