Creator Economy é um termo que se refere a empresas que ajudam influenciadores de alguma forma. Essa ajuda pode ser com ferramentas de criação, de gestão ou até mesmo de monetização — e aqui que parece estar a chave do negócio.
A gente gosta muito desse tema, aqui em EquitasVC, e acreditamos fortemente que é uma tendência bem forte o surgimento de soluções que ajudem esses criadores de conteúdo. A ideia desse primeiro post é evidenciar essa tendência no Brasil e, ao longo de outras postagens, ir aprofundando no tema!
E, antes de começar, vamos fazer um combinado: se você não entender alguma coisa do que foi explicado aqui, se tiver alguma ideia divergente ou quiser me complementar de alguma forma, me manda uma mensagem! Tenho certeza que o papo será super bom.
Bora pro conteúdo!
Já falei, lá em cima, o que significa Creator Economy. Mas por que esse termo agora?
Você já deve ter visto influenciadores ganhando a vida nas redes sociais. Isso começou há um tempo, mas foi bem mais acelerado recentemente quando (i) chegou a pandemia (e trouxe milhares de pessoas pra era digital na expectativa de ganharem dinheiro de alguma forma) e (ii) a geração Z começou a chegar ao mercado de trabalho (e a ambição não é trabalhar em empresas tradicionais, mas sim para se tornar um criador de conteúdo e viver daquilo).
É normal hoje você perguntar pra uma criança o que ela quer ser quando crescer e ela responder “youtuber”, “jogadora de fortnite”, “blogueira” ou qualquer coisa do gênero (para os bombeiros e veterinários de plantão: vocês estão perdendo espaço..). Você lembra daquele medo que os nossos pais tinham de escolhermos uma profissão que não ganharia dinheiro? É, meus caros, a história se repete e agora com os nossos filhos.
Pra gente poder dar um conselho mais assertivo para os pequenos (quando eles vierem falando que querem ser influenciadores quando crescer), vamos entender primeiro o cenário brasileiro e como essa tendência pode ser dar para os próximos anos.
O Brasil é um país mega social — inclusive, fomos o povo que mais sentiu solidão na pandemia, segundo uma pesquisa divulgada pela BBC. A gente gosta de ver pessoas e interagir com elas. E na internet não é muito diferente.
O brasileiro fica em média 3h42 nas redes sociais por dia. E olha que não é na internet como um todo (porque ai já seriam mais de 10h diárias), é só no Facebook, Instagram, WhatsApp,.. A nível global, a gente só fica atrás das Filipinas (4h15) e da Colômbia (3h45).
Mais interessante ainda: somos a população (do mundo) que mais segue influenciadores nas redes, segundo essa pesquisa divulgada pela Atlântico (https://www.atlantico.vc/latin-america-digital-transformation-report)
E seguimos esses criadores de conteúdo porque sentimos algum tipo de conexão com eles. É alguém que tem um estilo de vida legal, que te motiva de alguma forma ou que simplesmente te entretém. Mas olha que loucura: essa conexão que temos com eles é tão grande, mas tão grande, que somos o país que mais é influenciado, na hora da compra, por eles. Loucura, né?
Olhando em termos de população, o Brasil parece ser o país ideal para um influenciador fazer a sua vida. Tem muita gente passando muito tempo nas redes sociais, que vão seguir influenciadores e são mega influenciadas por eles.
Mas, na verdade, não é bem assim. Nessa mesma pesquisa da Atlântico, foi constatado que, hoje, cerca de 50% dos criadores de conteúdo fazem menos de R$520,00 por mês aqui no Brasil (e quase 25% nem gera receita). Boa parte dessa receita provém de conteúdos patrocinados (aquele que a marca paga para o influenciador promover alguma coisa) e de anúncios das próprias plataformas de distribuição de conteúdo (como Twitch e YouTube)
Vamos trazer essa problematização para um exemplo: um influenciador do Instagram com 300–400 mil seguidores depende, hoje, de uma marca chegar até ele e pagar pra fazer uma divulgação de um produto. É assim que ele ganha dinheiro, apesar de já ter um potencial gigante que é pouquíssimo explorado — a sua legião de fãs.
Em uma pesquisa feita pela The Influencer Marketing Factory, com 1100 pessoas nos EUA no final de 2021, 58% dos entrevistados disseram que pagariam uma taxa de assinatura mensal entre $1 e $15 para acessar algum tipo de conteúdo exclusivo do seu criador favorito. As pessoas estão dispostas a pagar pra se aproximar do influenciador.
E se você acha que o brasileiro não pagaria, você tá enganado. Hoje, o canal da Twitch (plataforma de streaming) que mais possui subcribes ativos é de um brasileiro, o @Casimito, com 105.850 subs ativos.
Interessante, não é?
E, pra mim, não tem como falar disso tudo sem pensar em:
Como as marcas fazem para chegar nos pequenos e médios criadores de conteúdo hoje?
As marcas sabem quais públicos dos influenciadores tem mais fit com o produto delas?
Conteúdo pago ou depender de subs são as melhores formas desse criador ganhar dinheiro com a sua comunidade?
Pro post não ficar muito longo, quero discuti-los em uma outra postagem. Qual deles devo aprofundar primeiro?
