
Em outubro passado, a Meta – a empresa-mãe renomeada do Facebook e Instagram – revelou seu grande plano para ajudar a construir a futura internet imersiva do metaverso. Desde então, o preço das ações da gigante da mídia social caiu 60%, seu crescimento estagnou e o burburinho do metaverso foi igual fogo de palha, gerando reações negativas na maior parte do tempo.
Apesar de tudo isso, a Meta ainda está com o objetivo de materializar sua visão. Nesta semana, a empresa usou sua palestra anual da conferência Meta Connect para compartilhar seus mais recentes avanços para o metaverso.
Zuckerberg falou sobre a história de ecossistemas abertos e fechados em eras de computação passadas, observando que “ecossistemas fechados se concentram em controle e integração rígidos” e que essas plataformas, em última análise, reivindicam a maior parte do valor criado. Quando se trata do metaverso, no entanto, Zuckerberg deixou claro que o Meta valoriza uma abordagem diferente.
“Acredito firmemente que um metaverso aberto e interoperável construído por muitos desenvolvedores e empresas diferentes será melhor para todos”, disse o tio Zuck.
Tudo bem, isso não é o mesmo que afirmar inequivocamente que o metaverso do Facebook será construído na tecnologia blockchain, ou que trabalhará com ativos NFT construídos em plataformas blockchain públicas como Ethereum e Solana, ou que suportará diversas criptomoedas. Mas é um reconhecimento de que a Meta não está se cobrando como o único ou principal construtor do metaverso. Essa foi a primeira vez que Mark Zuckerberg assumiu uma posição mais firme em relação ao potencial de um metaverso aberto.
Alguns construtores da Web3 temem o papel da Meta na construção do metaverso, esperando que a empresa de mídia social desenvolvesse outro “jardim murado” ou ecossistema fechado. Mas a Meta está mudando gradualmente suas mensagens para sugerir uma abordagem diferente.

A Tether parece estar fazendo movimentos para se tornar mais confiável. A emissora da stablecoin** USDT cumpriu sua palavra de reduzir sua exposição a ativos mais arriscados, ao anunciar corte de papéis comerciais do Tesouro.**
Na quarta-feira (12), a Tether anunciou que não possuía mais papéis comerciais com letras do Tesouro representando a maior parte de suas reservas. O anúncio foi feito em seu blog no dia seguinte.
Tal anúncio vem na esteira de cortes graduais nas participações em papéis comerciais da Tether, que são instrumentos de dívida de curto prazo emitidos por empresas para levantar fundos para passivos de curto prazo, como folha de pagamento.
Em contraste, os títulos do Tesouro são obrigações de dívida pública de curto prazo que os governos vendem a empresas para arrecadar fundos para grandes projetos civis, como construção de estradas e escolas.
De acordo com o Wall Street Bank e o JPMorgan Chase, a participação do Tether e de seus rivais no mercado de títulos do Tesouro excede a da Berkshire Hathaway, empresa de investimentos de Warren Buffet.
O consultor de estratégia Gabor Gurbacs, da VanEck, elogiou a empresa e seu diretor de tecnologia no twitter, Paolo Ardoino, pela mais recente conquista da empresa.
Além das letras do Tesouro, as reservas do Tether são apoiadas em parte por uma carteira de renda fixa de curto prazo. Gurbacs chamou a posição da Tehter de “menos arriscada do que a maioria dos balanços dos bancos”.

O mais recente recurso disponibilizado pelo Google aos usuários de criptomoedas permite que alguns endereços de carteiras da Ethereum tenham seus saldos de Ether rastreados diretamente no mecanismo de pesquisa do Google – acabando com a necessidade de fazer a verificação no Etherscan.
No entanto, muitas pessoas tentaram pesquisar seus endereços ETH e BTC e a maioria delas não funcionou. O que nos leva a entender que a funcionalidade ainda é muito limitada no momento e pode melhorar com o tempo.
Esforços recentes sugerem que o Google está desempenhando um papel fundamental na integração de usuários da Internet ao mundo dos serviços baseados em blockchain e Web3.

**A exchange descentralizada Uniswap levantou R$ 870 milhões em mais uma rodada de financiamento da Série B. **O protocolo pôde contar com a participação de algumas das maiores empresas da blockchain. Dentre os aportes destaca-se a liderança da Polychain Capital, complementada pelos já tradicionais investidores: Paradigm, Andreessen Horowitz e SV Angel.
Desta forma, os novos recursos potencializam a jornada da Uniswap na expansão das fronteiras da Web3, incluindo o lançamento de novos produtos no mercado DeFi. A princípio, focará seus investimentos na experiência dos usuários, contando com Dapps, desenvolvendo ferramentas inovadoras, que tornem mais amigável a experiência no ecossistema

**Mais de 12 mil empresas declararam que investem em bitcoin (BTC) para a Receita Federal. **De acordo com levantamento do órgão, em agosto de 2022, 12.053 pessoas jurídicas apresentaram declaração de investimentos na criptomoeda.
O número representa um recorde para o relatório da Receita Federal. Desde agosto de 2019, o órgão recolhe informações sobre transações com criptomoedas que ultrapassem R$ 35 mil por mês.
Assim, considerando o número obtido em julho de 2022, em apenas um mês o número de empresas que investem em bitcoin cresceu mais de 6% no país. Pela primeira vez, esse número atingiu 12 mil pessoas jurídicas.
O número de empresas que investem em bitcoin cresceu expressivamente desde que os dados começaram a ser compilados pela Receita Federal. Considerando a mínima atingida em abril de 2020, de 1.526 pessoas jurídicas, é como se o número de empresas com bitcoin tivesse aumentado mais de 800% nos últimos dois anos.
Ao contrário de pessoas físicas, que em sua maioria utilizam exchanges para negociar bitcoins, o relatório da Receita Federal mostra que investidores institucionais movimentaram R$ 2,4 bilhões em BTCs, mas fora de exchanges.

A Chainalysis chamou outubro de 2022 como o “maior mês do maior ano para hackers” – apesar de estar apenas na metade do mês.
Segundo a empresa US$ 718 milhões foram roubados até agora em outubro de protocolos de finanças descentralizadas (DeFi) em 11 hacks diferentes.
A empresa também acredita que 2022 ultrapassará 2021 como o maior ano para hackers de criptomoedas. Até agora, este ano viu US$ 3 bilhões roubados em 125 hacks, enquanto 2021 viu pouco mais de US$ 3 bilhões hackeados.
A Chainalysis também observou uma mudança de hacks em exchanges centralizadas para exchanges descentralizadas. Em 2019, “a maioria dos hacks visava exchanges centrais”, enquanto a “grande maioria” visada agora são protocolos DeFi.
Os principais alvos dos hackers continuam sendo as bridges e protocolos cross-chain. Três projetos destes nichos foram roubados em outubro com quase US$ 6 milhões roubados.
Contudo, exploits também ocorrem em outros tipos de projetos - e o estrago pode ser ainda pior.

Perceba, a manchete não fala “rouba”, mas “drena”.
A falha no design de certos protocolos permite usuários manipularem seu funcionamento em benefício próprio. A Mango DAO foi a última vítima.
Um usuário emprestou U$10M na FTX e enviou para 2 cripto-carteiras, preenchendo-as com U$5M cada.
A conta A foi usado para comprar o contratos perpétuos de MNGO-USD, totalizando 483M MNGO. Enquanto isso, a conta B comprou seus U$5M em MNGO a U$0,0382. Com esta estratégia, o usuário manipulou o preço do token, fazendo-o alcançar U$0,91 em poucas horas.
Com um lucro não realizado de R$2.1B (sim bilhões de reais), o hacker tomou emprestado R$560M e saiu andando com o dinheiro da Mango. Descoberta a vulnerabilidade, o protocolo pausou saques e depósitos e o token caiu para U$0,0191.
É ai que a história fica curiosa.
O hacker apresentou uma proposta na governança da DAO para devolver quase metade do dinheiro drenado - R$260M - e embolsar uma recompensa de R$300M por encontrar a vulnerabilidade no protocolo.
Adivinha quem era um dos maiores votantes? O próprio hacker, holders de milhões de dólares no token de governança da Mango DAO.
A proposta foi aprovada por outros membros da organização. Assim, todos se comprometem a não processar o hacker e/ou investigá-lo por seus atos.
E assim, vivemos mais um dia no universo DeFi.

O ator de Silêncio dos Inocentes lançou uma coleção de NFTs no Opensea nesta semana.
Os 1.000 tokens vendidos a 0.25 ETH/cada esgotaram em 7 minutos e ~R$3M foram negociados no mercado secundário 🤯.
Numa conta simples, a empresa responsável pela coleção e Anthony Hopkins já arrecadaram R$2M com a venda dos NFTs 💰.
Os felizardos holders da coleção tem benefícios por deter as obras. Dentre as principais, está a oportunidade de ter um encontro cara a cara com o ator - uma única pessoa poderá - e realizar uma chamada no Zoom com o Anthony Hopkins.
Independente da utilidade, o hype criado pela entrada do ator no mercado de NFTs favoreceu colecionadores, que viram o valor de seu investimento quase triplicar em poucas horas após o mint.* *
E você, pagaria ~R$1.750 para se encontrar com o Hannibal?

**Reguladores americanos estão investigando a Yuga Labs, **criadora da coleção de NFTs Bored Ape Yacht Club, pela venda dos tokens e o airdrop de APE aos seus holders.
A natureza jurídica de NFTs ainda é um espaço cinzento no âmbito regulatório. Há pessoas que os comparam com artes, outras com valores mobiliários. Enquanto para vender obras de arte não há burocracia, a oferta de valores mobiliários demanda passar por um processo burocrático.
Caso os NFTs da Yuga sejam considerados valores mobiliários, a Yuga Labs terá muitos problemas. O token APE também pode ser um problema para empresa, já que o escopo tokens fungíveis já é debatido há anos entre reguladores e, normalmente, são enquadrados em valores mobiliários.
Gary Gensler, presidente da SEC (a CVM americana) tem uma histórica relação conflituosa com o cripto-mercado. Por isso, é importante assistirmos de perto o desenrolar dessa relação SEC x Yuga Labs.

