Ajudando você a entender a tecnologia blockchain de forma simples.
Ajudando você a entender a tecnologia blockchain de forma simples.

Subscribe to Criptada

Subscribe to Criptada
Share Dialog
Share Dialog
<100 subscribers
<100 subscribers
“Há uma grande crise no mundo do ensino superior: o grande e crescente número de universidades e diplomas falsos.”
Esse é um problema que acompanha nossas vidas há muito tempo. Em um estudo sobre as Fábricas de Diplomas, Allen Ezell e John Bear concluíram que em 2012 existiam “mais de 3.300 universidade não reconhecidas em todo o mundo, muitas delas totalmente falsas, que vendiam bacharelado, mestrado, doutorado, direito e medicina para qualquer um disposto a pagar o preço”.
No artigo do Creola Johnson sobre o ‘Credencialismo e a Proliferação de Diplomas Falsos’, o autor cita que em 1985 o Conselho Nacional de Credenciamento de Formação de Professores afirmou que cerca de um em cada seis doutorados em educação era fraudulento. Ainda mais perturbador, foi revelado uma porcentagem altíssima de diplomas falsos na área médica, existiam aproximadamente 2 milhões de médicos falsos nos Estados Unidos. Hoje os números, provavelmente, são muito maiores.
Isso acontece porque o processo de geração e emissão de diploma existente é ineficiente e os documentos ainda são, em sua maioria, baseados em papel. As universidades até tentam utilizar provedores de verificação de autenticidade de diplomas para minimizar o problema, mas tais iniciativas não descartam possíveis falsificações e são muito caras.
A fim de resolver esse problema, o setor educacional está implementando a tecnologia blockchain para validar a autenticidade de certificados de indivíduos ou instituições. Com a ajuda do blockchain, cada registro educacional pode ser validado pelos nós da rede que garantem que os documentos recebidos sejam adicionados nos blocos de forma totalmente imutável. O consenso com suas características de imutabilidade pode ser a aplicação que faltava para construir um ecossistema mais íntegro na emissão de diplomas digitais. Além disso, com o uso da tecnologia é possível construir um ecossistema transfronteiriço de validação de certificados, o que seria ótimo para os refugiados, por exemplo, que poderiam provar suas biografias educacionais com muito mais facilidade.
Iniciativas estão sendo tomadas para emissão de documentos educacionais via blockchain em diversos países. Malta foi pioneiro na implementação, armazenamento e emissão de certificados de educação dos alunos de todos os níveis de ensino. O Governo de Cingapura, Bahrein e Índia fizeram as primeiras implementações em grande escala. Os países europeus e da América Latina também não ficaram de fora. Em 2021, o Ministério da Educação do Brasil anunciou o lançamento de um Diploma Digital com o blockchain.
O subsecretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do MEC, André Castro, explica que "esse projeto gera um marco na educação e na tecnologia aplicada à educação. Utilizar tecnologias emergentes como Blockchain, computação em nuvem, automação de processos, em prol da transformação digital é um item prioritário da área de Tecnologia do MEC. Aliar parceiros externos capazes e competentes, e áreas de negócio que possuem visões diferenciadas e dispostas a inovar com uso tecnologia, faz com que criemos oportunidades contínuas de aprimoramento da Educação no país”.
** **
“Há uma grande crise no mundo do ensino superior: o grande e crescente número de universidades e diplomas falsos.”
Esse é um problema que acompanha nossas vidas há muito tempo. Em um estudo sobre as Fábricas de Diplomas, Allen Ezell e John Bear concluíram que em 2012 existiam “mais de 3.300 universidade não reconhecidas em todo o mundo, muitas delas totalmente falsas, que vendiam bacharelado, mestrado, doutorado, direito e medicina para qualquer um disposto a pagar o preço”.
No artigo do Creola Johnson sobre o ‘Credencialismo e a Proliferação de Diplomas Falsos’, o autor cita que em 1985 o Conselho Nacional de Credenciamento de Formação de Professores afirmou que cerca de um em cada seis doutorados em educação era fraudulento. Ainda mais perturbador, foi revelado uma porcentagem altíssima de diplomas falsos na área médica, existiam aproximadamente 2 milhões de médicos falsos nos Estados Unidos. Hoje os números, provavelmente, são muito maiores.
Isso acontece porque o processo de geração e emissão de diploma existente é ineficiente e os documentos ainda são, em sua maioria, baseados em papel. As universidades até tentam utilizar provedores de verificação de autenticidade de diplomas para minimizar o problema, mas tais iniciativas não descartam possíveis falsificações e são muito caras.
A fim de resolver esse problema, o setor educacional está implementando a tecnologia blockchain para validar a autenticidade de certificados de indivíduos ou instituições. Com a ajuda do blockchain, cada registro educacional pode ser validado pelos nós da rede que garantem que os documentos recebidos sejam adicionados nos blocos de forma totalmente imutável. O consenso com suas características de imutabilidade pode ser a aplicação que faltava para construir um ecossistema mais íntegro na emissão de diplomas digitais. Além disso, com o uso da tecnologia é possível construir um ecossistema transfronteiriço de validação de certificados, o que seria ótimo para os refugiados, por exemplo, que poderiam provar suas biografias educacionais com muito mais facilidade.
Iniciativas estão sendo tomadas para emissão de documentos educacionais via blockchain em diversos países. Malta foi pioneiro na implementação, armazenamento e emissão de certificados de educação dos alunos de todos os níveis de ensino. O Governo de Cingapura, Bahrein e Índia fizeram as primeiras implementações em grande escala. Os países europeus e da América Latina também não ficaram de fora. Em 2021, o Ministério da Educação do Brasil anunciou o lançamento de um Diploma Digital com o blockchain.
O subsecretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do MEC, André Castro, explica que "esse projeto gera um marco na educação e na tecnologia aplicada à educação. Utilizar tecnologias emergentes como Blockchain, computação em nuvem, automação de processos, em prol da transformação digital é um item prioritário da área de Tecnologia do MEC. Aliar parceiros externos capazes e competentes, e áreas de negócio que possuem visões diferenciadas e dispostas a inovar com uso tecnologia, faz com que criemos oportunidades contínuas de aprimoramento da Educação no país”.
** **
No activity yet