Ajudando você a entender a tecnologia blockchain de forma simples.
A adoção generalizada das stablecoins se tornou a pedra no sapato dos bancos centrais.
Por muito tempo, os governos detiveram o poder absoluto e exclusivo de emitir moeda na economia, no entanto, à medida que aumenta a demanda por criptomoedas, mais especificamente por stablecoins, aumenta também a pressão competitiva sobre sua soberania monetária.
Devido à sua capacidade de manter o preço estável, as stablecoins são a ponte entre as finanças tradicionais e o mercado de criptomoedas. Grandes processadores de pagamentos, como Visa e PayPal, criaram uma infraestrutura que oferece suporte a pagamentos com stablecoins, o que está abrindo caminho para que outras instituições financeiras também adotem a inovação. Atualmente, a oferta global de stablecoins está na marca de US $94 bilhões e movimenta em média US $30 bilhões diariamente.

Cientes da modernização do sistema e do risco de perda de soberania financeira, os bancos centrais de vários países têm se preparado para lançar suas próprias moedas digitais ou CBDC. De acordo com uma pesquisa recente do Banco de Compensações Internacionais (BIS), 90% dos 81 bancos centrais pesquisados estavam trabalhando ativamente no desenvolvimento da nova moeda digital.
Por esta razão, há um grande debate sobre o desenvolvimento da CBDC que gira em torno de três questões: qual será a finalidade da moeda, qual infraestrutura operacional deve ser utilizada para emissão e distribuição da moeda e qual será o papel do banco central e dos bancos comerciais.
Várias narrativas foram apresentadas a fim de justificar a finalidade. Em particular, muitas vezes é visto como facilitador da inclusão financeira, por meio de métodos de pagamento mais eficientes e custos de transação mais baratos.
No entanto, quando se trata de promover a inclusão financeira, vários obstáculos estruturais devem ser levados em consideração, incluindo a falta de infraestrutura digital ou a falta de dinheiro. No Brasil, por exemplo, estima-se que 28,2 milhões de brasileiros não tenham acesso à internet. Entre os motivos de exclusão digital mais citados estão a falta de conhecimento (42,2%), a falta de interesse (27,7%) e a falta de dinheiro (20%) — ou seja, para ser realmente um facilitador da inclusão financeira, pelo menos no Brasil, o banco central tem um trabalho árduo pela frente.
Em relação à infraestrutura, aparentemente existem três modelos operacionais que podem ser utilizados para emissão e distribuição de CBDCs: CBDC unilateral, intermediário e sintético.
No modelo unilateral, a CBDC é projetada para que os bancos centrais desempenhem todas as funções no sistema de pagamentos, desde a emissão até a distribuição e interação com os usuários finais. Ao fazê-lo, os usuários terão acesso direto ao banco central o que, consequentemente, levararia à desintermediação estrutural dos bancos comerciais. O modelo intermediário é exatamente igual ao funcionamento do sistema financeiro atual. O banco central emite a moeda, mas usa intermediários para executar as transações, fazer o KYC e fornecer atendimento ao cliente. Nesses dois primeiros modelos, o sistema não muda muito com o que já estamos acostumados. No modelo sintético já é diferente. A moeda digital não é emitida pelo banco central, mas por empresas privadas que sustentam a emissão detendo os ativos do banco central. Portanto, o modelo sintético não é uma CBDC, mas uma stablecoin.

Líderes globais no lançamento de CBDCs, incluindo China, Bahamas e Nigéria, usaram o modelo intermediário como seu principal modelo operacional.
Os representantes do banco central das Bahamas explicaram que neste modelo eles “desempenham um papel multifuncional, incluindo emissão de moeda, monitoramento de participações e patrocínio de uma infraestrutura KYC. Embora o banco (central) não forneça atendimento ao cliente final, nem patrocine carteiras digitais diretamente, ele mantém o livro-razão de todas as participações individuais da moeda digital.”
De acordo com uma pesquisa do FMI, os bancos centrais que ainda não lançaram a CBDC estão considerando implementar o modelo intermediário, mas para garantir o acesso generalizado dos serviços básicos de pagamento também querem implementar o modelo unilateral. Nenhum banco central até o momento da pesquisa havia explorado o modelo sintético.
Na semana passada, o Banco Central do Brasil informou que o Real Digital será lançado em 2024 usando o modelo sintético, o que o colocará bem à frente de outros países por ter stablecoins que interagem com o sistema blockchain.
Em entrevista ao Infomoney, Michael Shaulov, CEO da Fireblocks (custodiante de criptomoedas israelense) afirmou que está acompanhando de perto os desenvolvimentos das CBDCs em todo o mundo e o Brasil é um dos mais desenvolvidos.
No entanto, enquanto o Banco Central do Brasil tenta ganhar a linha de frente na inovação da CBDC, representantes da Federação Brasileira dos Bancos manifestam preocupações quanto à liberação na emissão do Real Digital por empresas privadas.
Portanto, ainda está um pouco opaco sobre o que esperar da Real Digital, mas presumo que ao longo do próximo ano eles devam esclarecer melhor seus objetivos e decisões operacionais.
A adoção generalizada das stablecoins se tornou a pedra no sapato dos bancos centrais.
Por muito tempo, os governos detiveram o poder absoluto e exclusivo de emitir moeda na economia, no entanto, à medida que aumenta a demanda por criptomoedas, mais especificamente por stablecoins, aumenta também a pressão competitiva sobre sua soberania monetária.
Devido à sua capacidade de manter o preço estável, as stablecoins são a ponte entre as finanças tradicionais e o mercado de criptomoedas. Grandes processadores de pagamentos, como Visa e PayPal, criaram uma infraestrutura que oferece suporte a pagamentos com stablecoins, o que está abrindo caminho para que outras instituições financeiras também adotem a inovação. Atualmente, a oferta global de stablecoins está na marca de US $94 bilhões e movimenta em média US $30 bilhões diariamente.

Cientes da modernização do sistema e do risco de perda de soberania financeira, os bancos centrais de vários países têm se preparado para lançar suas próprias moedas digitais ou CBDC. De acordo com uma pesquisa recente do Banco de Compensações Internacionais (BIS), 90% dos 81 bancos centrais pesquisados estavam trabalhando ativamente no desenvolvimento da nova moeda digital.
Por esta razão, há um grande debate sobre o desenvolvimento da CBDC que gira em torno de três questões: qual será a finalidade da moeda, qual infraestrutura operacional deve ser utilizada para emissão e distribuição da moeda e qual será o papel do banco central e dos bancos comerciais.
Várias narrativas foram apresentadas a fim de justificar a finalidade. Em particular, muitas vezes é visto como facilitador da inclusão financeira, por meio de métodos de pagamento mais eficientes e custos de transação mais baratos.
No entanto, quando se trata de promover a inclusão financeira, vários obstáculos estruturais devem ser levados em consideração, incluindo a falta de infraestrutura digital ou a falta de dinheiro. No Brasil, por exemplo, estima-se que 28,2 milhões de brasileiros não tenham acesso à internet. Entre os motivos de exclusão digital mais citados estão a falta de conhecimento (42,2%), a falta de interesse (27,7%) e a falta de dinheiro (20%) — ou seja, para ser realmente um facilitador da inclusão financeira, pelo menos no Brasil, o banco central tem um trabalho árduo pela frente.
Em relação à infraestrutura, aparentemente existem três modelos operacionais que podem ser utilizados para emissão e distribuição de CBDCs: CBDC unilateral, intermediário e sintético.
No modelo unilateral, a CBDC é projetada para que os bancos centrais desempenhem todas as funções no sistema de pagamentos, desde a emissão até a distribuição e interação com os usuários finais. Ao fazê-lo, os usuários terão acesso direto ao banco central o que, consequentemente, levararia à desintermediação estrutural dos bancos comerciais. O modelo intermediário é exatamente igual ao funcionamento do sistema financeiro atual. O banco central emite a moeda, mas usa intermediários para executar as transações, fazer o KYC e fornecer atendimento ao cliente. Nesses dois primeiros modelos, o sistema não muda muito com o que já estamos acostumados. No modelo sintético já é diferente. A moeda digital não é emitida pelo banco central, mas por empresas privadas que sustentam a emissão detendo os ativos do banco central. Portanto, o modelo sintético não é uma CBDC, mas uma stablecoin.

Líderes globais no lançamento de CBDCs, incluindo China, Bahamas e Nigéria, usaram o modelo intermediário como seu principal modelo operacional.
Os representantes do banco central das Bahamas explicaram que neste modelo eles “desempenham um papel multifuncional, incluindo emissão de moeda, monitoramento de participações e patrocínio de uma infraestrutura KYC. Embora o banco (central) não forneça atendimento ao cliente final, nem patrocine carteiras digitais diretamente, ele mantém o livro-razão de todas as participações individuais da moeda digital.”
De acordo com uma pesquisa do FMI, os bancos centrais que ainda não lançaram a CBDC estão considerando implementar o modelo intermediário, mas para garantir o acesso generalizado dos serviços básicos de pagamento também querem implementar o modelo unilateral. Nenhum banco central até o momento da pesquisa havia explorado o modelo sintético.
Na semana passada, o Banco Central do Brasil informou que o Real Digital será lançado em 2024 usando o modelo sintético, o que o colocará bem à frente de outros países por ter stablecoins que interagem com o sistema blockchain.
Em entrevista ao Infomoney, Michael Shaulov, CEO da Fireblocks (custodiante de criptomoedas israelense) afirmou que está acompanhando de perto os desenvolvimentos das CBDCs em todo o mundo e o Brasil é um dos mais desenvolvidos.
No entanto, enquanto o Banco Central do Brasil tenta ganhar a linha de frente na inovação da CBDC, representantes da Federação Brasileira dos Bancos manifestam preocupações quanto à liberação na emissão do Real Digital por empresas privadas.
Portanto, ainda está um pouco opaco sobre o que esperar da Real Digital, mas presumo que ao longo do próximo ano eles devam esclarecer melhor seus objetivos e decisões operacionais.
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