
O termo Abdução foi cunhado pelo filósofo Aristóteles (384-322 a.C.) para demarcar um tipo de raciocínio onde a conclusão é apenas provável, mas foi Peirce (1980) quem refinou e adaptou o termo para descrever um método de escolha que buscasse privilegiar a explicação mais provável, sendo empregado em filosofia como uma ferramenta de delimitação na construção da argumentação, onde o propósito é sugerir uma melhor escolha ou possibilidade. O foco central da Abdução proposta por Peirce (1980) é fomentar a construção de um raciocínio estratégico que na medida do possível seja capaz de atender de forma clara, simples e eficiente, a manifestação de uma possibilidade.
Peirce (1980) iniciou a corrente de pensamento filosófica conhecida como pragmatismo, tendo como ponto de partida seu ensaio “como tornar claras nossas ideias” publicado em 1878. O termo Pragmatismo foi definido na ocasião como concepção segundo a qual as coisas são aquilo que elas podem realizar, enfatizando a ligação entre pensamento e ação, onde o significado de algo é conseguido através da possibilidade de suas consequências práticas.
Para identificar tais consequências práticas, entendendo estas como a relação entre pensamento e ação, Peirce (1980, p. 46) diferencia seu método de Abdução observando que na busca pelo conhecimento, “Dedução prova que algo deve ser; Indução mostra que algo é atualmente operatório; Abdução faz uma mera sugestão de que algo pode ser”. Essa afirmação permite sugerir que Abdução, Indução e Dedução podem atuar como estágios interconectados na construção de um raciocínio.
O Pragmatismo de Peirce (1980) e o método de Abdução se entrelaçam de tal forma que dificilmente podem ser dissociados. “Examinando bem, vê-se que o problema do pragmatismo é o problema da lógica da Abdução” (p. 113), onde o pressuposto central admite que a ideia de significado necessariamente envolve uma referência, a intenção.
A questão central do pragmatismo e da lógica da abdução consiste em responder, de forma lógica, e não psicológica, a pergunta: “Qual é a prova de que os efeitos práticos de um conceito constituem a soma total do conceito?”
Colocar em termos lógicos perspectivas sobre a forma de organização do raciocínio proporciona meios para testar artificialmente uma dada forma de estrutura do pensamento, em especial no âmbito da ciência da computação, através das simulações e experiências em Inteligência Artificial – I.A. Sob esse aspecto, Peirce (1980) ofereceu contribuições para implementação e estudo de algoritmos computacionais que produzem certas formas de raciocínio, também empregados em pesquisas no campo da informática em educação, onde o modelo lógico da Abdução é uma das lógicas aplicadas em agentes tutores artificiais, que buscam optar por uma melhor escolha frente às múltiplas possibilidades.
A pretensão em sugerir qual pode ser a melhor escolha para um dado evento não é isenta de dificuldades, uma vez que o termo “melhor” assume um caráter relativo e dependente das regras, intenções e percepções que o constitui. Podendo ser entendido como melhor perspectiva frente às múltiplas possibilidades aquela estratégia de raciocínio que atende a um dado conjunto de critérios em sintonia com um objetivo ou intencionalidade.
Dennett (2006) tenta esclarecer o uso de uma estratégia de raciocínio sugerindo que se imagine uma pessoa jogando xadrez contra um computador e salienta que uma estratégia para se ganhar da máquina, ao observar sua forma de agir, é admitir, mesmo que não seja realidade, o fato da máquina intencionar vencer o jogo. Tal estratégia pode se mostrar uma melhor escolha na medida em que é possível prever, ainda que por simulação, as reações da máquina, antecipando sua jogada. Explica Dennett (2006, p. 37):
Vê-se o computador como um sistema intencional. Prediz-se o comportamento, neste caso, atribuindo ao sistema a posse de determinada informação, e pressupondo que ele é regido por determinados objetivos, e então elaborando a ação mais razoável e apropriada com base nessas atribuições e pressuposições.
Na Abdução, os critérios que delimitam a busca no intuito de definir uma melhor escolha sobre algo que pode se dar a partir de suas ações e consequências, perpassam por regras como, simplicidade, testabilidade, coerência e abrangência.
O critério de testabilidade ou previsibilidade assume como pressuposto, que a melhor explicação consiste naquela cuja previsão possa ser confirmada ou desmentida. Já o critério de abrangência sugere que, na medida do possível, deve ser escolhida a possibilidade que explique o máximo de coisas. Peirce (1980) acreditava que não era possível a prática preditiva ou a testabilidade sem a admissão, mesmo que estratégica, de alguns universais, como as leis da física, tendências do comportamento racional, regras de inferência lógica, entre outros.
No critério de simplicidade a ideia é adotar como escolha a explicação que exige menor número de sequências causais, no intuito de especular o mínimo possível as questões que estão para além das evidências e, no critério de coerência, a proposta é considerar primeiro as explicações já conhecidas, antes de eleger explicações pouco convencionais.

O termo Abdução foi cunhado pelo filósofo Aristóteles (384-322 a.C.) para demarcar um tipo de raciocínio onde a conclusão é apenas provável, mas foi Peirce (1980) quem refinou e adaptou o termo para descrever um método de escolha que buscasse privilegiar a explicação mais provável, sendo empregado em filosofia como uma ferramenta de delimitação na construção da argumentação, onde o propósito é sugerir uma melhor escolha ou possibilidade. O foco central da Abdução proposta por Peirce (1980) é fomentar a construção de um raciocínio estratégico que na medida do possível seja capaz de atender de forma clara, simples e eficiente, a manifestação de uma possibilidade.
Peirce (1980) iniciou a corrente de pensamento filosófica conhecida como pragmatismo, tendo como ponto de partida seu ensaio “como tornar claras nossas ideias” publicado em 1878. O termo Pragmatismo foi definido na ocasião como concepção segundo a qual as coisas são aquilo que elas podem realizar, enfatizando a ligação entre pensamento e ação, onde o significado de algo é conseguido através da possibilidade de suas consequências práticas.
Para identificar tais consequências práticas, entendendo estas como a relação entre pensamento e ação, Peirce (1980, p. 46) diferencia seu método de Abdução observando que na busca pelo conhecimento, “Dedução prova que algo deve ser; Indução mostra que algo é atualmente operatório; Abdução faz uma mera sugestão de que algo pode ser”. Essa afirmação permite sugerir que Abdução, Indução e Dedução podem atuar como estágios interconectados na construção de um raciocínio.
O Pragmatismo de Peirce (1980) e o método de Abdução se entrelaçam de tal forma que dificilmente podem ser dissociados. “Examinando bem, vê-se que o problema do pragmatismo é o problema da lógica da Abdução” (p. 113), onde o pressuposto central admite que a ideia de significado necessariamente envolve uma referência, a intenção.
A questão central do pragmatismo e da lógica da abdução consiste em responder, de forma lógica, e não psicológica, a pergunta: “Qual é a prova de que os efeitos práticos de um conceito constituem a soma total do conceito?”
Colocar em termos lógicos perspectivas sobre a forma de organização do raciocínio proporciona meios para testar artificialmente uma dada forma de estrutura do pensamento, em especial no âmbito da ciência da computação, através das simulações e experiências em Inteligência Artificial – I.A. Sob esse aspecto, Peirce (1980) ofereceu contribuições para implementação e estudo de algoritmos computacionais que produzem certas formas de raciocínio, também empregados em pesquisas no campo da informática em educação, onde o modelo lógico da Abdução é uma das lógicas aplicadas em agentes tutores artificiais, que buscam optar por uma melhor escolha frente às múltiplas possibilidades.
A pretensão em sugerir qual pode ser a melhor escolha para um dado evento não é isenta de dificuldades, uma vez que o termo “melhor” assume um caráter relativo e dependente das regras, intenções e percepções que o constitui. Podendo ser entendido como melhor perspectiva frente às múltiplas possibilidades aquela estratégia de raciocínio que atende a um dado conjunto de critérios em sintonia com um objetivo ou intencionalidade.
Dennett (2006) tenta esclarecer o uso de uma estratégia de raciocínio sugerindo que se imagine uma pessoa jogando xadrez contra um computador e salienta que uma estratégia para se ganhar da máquina, ao observar sua forma de agir, é admitir, mesmo que não seja realidade, o fato da máquina intencionar vencer o jogo. Tal estratégia pode se mostrar uma melhor escolha na medida em que é possível prever, ainda que por simulação, as reações da máquina, antecipando sua jogada. Explica Dennett (2006, p. 37):
Vê-se o computador como um sistema intencional. Prediz-se o comportamento, neste caso, atribuindo ao sistema a posse de determinada informação, e pressupondo que ele é regido por determinados objetivos, e então elaborando a ação mais razoável e apropriada com base nessas atribuições e pressuposições.
Na Abdução, os critérios que delimitam a busca no intuito de definir uma melhor escolha sobre algo que pode se dar a partir de suas ações e consequências, perpassam por regras como, simplicidade, testabilidade, coerência e abrangência.
O critério de testabilidade ou previsibilidade assume como pressuposto, que a melhor explicação consiste naquela cuja previsão possa ser confirmada ou desmentida. Já o critério de abrangência sugere que, na medida do possível, deve ser escolhida a possibilidade que explique o máximo de coisas. Peirce (1980) acreditava que não era possível a prática preditiva ou a testabilidade sem a admissão, mesmo que estratégica, de alguns universais, como as leis da física, tendências do comportamento racional, regras de inferência lógica, entre outros.
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