
Coletar, analisar e usar informações para gerar inteligência
Dominar técnicas e ferramentas de inteligência tornou-se essencial em um cenário marcado pela poluição informacional e pelo crescimento acelerado de conteúdos de baixa qualidade. Em meio à sobrecarga de dados, aumenta o risco de decisões equivocadas baseadas em informações distorcidas, desatualizadas ou enganosas. O uso estratégico do OSINT permite filtrar, verificar e contextualizar dados públicos de maneira sistemática, fornecendo uma base mais confiável para análises e escolhas bem fundame...

IA + SimpleX = Assistente privado sem intermediários
Executar uma IA local (como LLaMA.cpp, whisper.cpp, etc.) em um mini PC ou Raspberry Pi, combinada com um relay SimpleX privado rodando via .onion (com Tor), permite que você tenha um assistente pessoal inteligente sem depender de intermediários. Isso evita, por exemplo, o vazamento de dados sensíveis para empresas proprietárias dessas inteligências artificiais. Ideal para pesquisadores que utilizam esse tipo de assistente, mas ainda estão em fase de sigilo em seus estudos e experimentos. Tam...

Experimente a Rede Onion
Os serviços onion representam uma alternativa poderosa e acessível para hospedagem web, combinando economia, privacidade e independência de forma única no cenário atual da internet. Se você pretende manter um site básico, com apenas textos, sem vídeos ou arquivos pesados, executar um servidor web através da rede Tor oferece uma série de benefícios únicos que o diferenciam significativamente dos métodos tradicionais de hospedagem. A simplicidade e acessibilidade dessa tecnologi...
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Organizado por Carlos Skliar e publicado pela Editora Mediação, o livro A Surdez: Um olhar sobre as diferenças é composto de dez artigos e nove autores que, conectados pela mesma perspectiva onde o surdo é visto sob uma antropologia histórico-social, abordam de maneira distinta o problema da surdez, questionando o rótulo de deficiente e alertando para o estigma encontrado nos eventos mais sutis.
O livro trata dos processos de educação do surdo, bem como as questões de trabalho, relações sociais e comportamento. A base argumentativa dos autores demonstra o problema da imposição cultural onde a sociedade ouvinte impõe ao surdo seu modo de vida sem considerar os hábitos e vivências deste, evitando escutá-lo e ignorando desta forma sua constituição cultural.
Em geral, na maior parcela social ainda se entende a surdez enquanto falta e deficiência, enquadrando o surdo em um modelo clínico corretivo.
Os autores demonstram algumas das mudanças ocorridas nos últimos anos e apontam para questões que ainda carecem de melhorias, como é o caso da falta de um movimento de conscientização social onde o surdo seja visto e respeitado em seu modo cultural e não como um deficiente.
Alguns complicadores no estigma direcionado aos surdos ocorrem através dos meios de comunicação como a imprensa, centros religiosos, escolas e universidades. Neste sentido os autores alertam para necessidade de uma reflexão crítica sobre as expressões utilizadas, onde em geral surgem implicitamente proposições diminutivas em relação ao surdo, sendo demonstrado vários exemplos destas expressões no capítulo sete.
Estas proposições ainda que implícitas, promovem de forma dissimulada uma série de prejuízos ao surdo, entre eles a exclusão social que agride e compromete a formação da identidade do surdo. Tal comprometimento ocorre muitas vezes na agressão psicológica imposta ao surdo quando este é submetido a uma expectativa de atender exigências típicas da cultura ouvinte, neste sentido, surge na pessoa surda um senso de inferioridade ou incapacidade que é imposto pela pressão e estigma social.
Uma das formas saudáveis de promoção da cidadania do surdo consiste na resistência ao processo repressivo da cultura ouvinte. Esta resistência surgiu por volta de 1866 com as associações e clubes de surdos que continuaram a crescer e promover encontros para lazer, recreação, questões trabalhistas e assistenciais, além da prática de conversas através da linguagem de sinais.
Atualmente a cultura surda possui forte representação e tem conquistado cada vez mais espaço em decorrência da luta pelo reconhecimento e valorização de sua cultura.
Alguns destes reconhecimentos já são visíveis, como os intérpretes em libras nos programas televisivos e nos eventos culturais, teatros e cultos religiosos. Outra conquista importante está na obrigatoriedade do ensino de libras nos cursos de licenciatura promovendo maior compreensão sobre a realidade da cultura surda entre os acadêmicos e sociedade em geral.
Embora tenham ocorrido avanços e o livro organizado por Skliar é um retrato destes avanços promovendo a reflexão sobre a surdez, muito ainda precisa ser feito para promoção e conscientização em defesa do respeito e valorização das diferenças.
O livro é uma boa indicação para leitura, embora em alguns momentos torna-se repetitivo já que participam dez autores abordando o mesmo tema sob perspectivas semelhantes, no entanto, proporciona um bom esclarecimento sobre as questões da surdez debatidas atualmente.
Referência: SKLIAR, Carlos. Surdez: um olhar sobre as diferenças. ed. Mediação, São Paulo, 2003.
Organizado por Carlos Skliar e publicado pela Editora Mediação, o livro A Surdez: Um olhar sobre as diferenças é composto de dez artigos e nove autores que, conectados pela mesma perspectiva onde o surdo é visto sob uma antropologia histórico-social, abordam de maneira distinta o problema da surdez, questionando o rótulo de deficiente e alertando para o estigma encontrado nos eventos mais sutis.
O livro trata dos processos de educação do surdo, bem como as questões de trabalho, relações sociais e comportamento. A base argumentativa dos autores demonstra o problema da imposição cultural onde a sociedade ouvinte impõe ao surdo seu modo de vida sem considerar os hábitos e vivências deste, evitando escutá-lo e ignorando desta forma sua constituição cultural.
Em geral, na maior parcela social ainda se entende a surdez enquanto falta e deficiência, enquadrando o surdo em um modelo clínico corretivo.
Os autores demonstram algumas das mudanças ocorridas nos últimos anos e apontam para questões que ainda carecem de melhorias, como é o caso da falta de um movimento de conscientização social onde o surdo seja visto e respeitado em seu modo cultural e não como um deficiente.
Alguns complicadores no estigma direcionado aos surdos ocorrem através dos meios de comunicação como a imprensa, centros religiosos, escolas e universidades. Neste sentido os autores alertam para necessidade de uma reflexão crítica sobre as expressões utilizadas, onde em geral surgem implicitamente proposições diminutivas em relação ao surdo, sendo demonstrado vários exemplos destas expressões no capítulo sete.
Estas proposições ainda que implícitas, promovem de forma dissimulada uma série de prejuízos ao surdo, entre eles a exclusão social que agride e compromete a formação da identidade do surdo. Tal comprometimento ocorre muitas vezes na agressão psicológica imposta ao surdo quando este é submetido a uma expectativa de atender exigências típicas da cultura ouvinte, neste sentido, surge na pessoa surda um senso de inferioridade ou incapacidade que é imposto pela pressão e estigma social.
Uma das formas saudáveis de promoção da cidadania do surdo consiste na resistência ao processo repressivo da cultura ouvinte. Esta resistência surgiu por volta de 1866 com as associações e clubes de surdos que continuaram a crescer e promover encontros para lazer, recreação, questões trabalhistas e assistenciais, além da prática de conversas através da linguagem de sinais.
Atualmente a cultura surda possui forte representação e tem conquistado cada vez mais espaço em decorrência da luta pelo reconhecimento e valorização de sua cultura.
Alguns destes reconhecimentos já são visíveis, como os intérpretes em libras nos programas televisivos e nos eventos culturais, teatros e cultos religiosos. Outra conquista importante está na obrigatoriedade do ensino de libras nos cursos de licenciatura promovendo maior compreensão sobre a realidade da cultura surda entre os acadêmicos e sociedade em geral.
Embora tenham ocorrido avanços e o livro organizado por Skliar é um retrato destes avanços promovendo a reflexão sobre a surdez, muito ainda precisa ser feito para promoção e conscientização em defesa do respeito e valorização das diferenças.
O livro é uma boa indicação para leitura, embora em alguns momentos torna-se repetitivo já que participam dez autores abordando o mesmo tema sob perspectivas semelhantes, no entanto, proporciona um bom esclarecimento sobre as questões da surdez debatidas atualmente.
Referência: SKLIAR, Carlos. Surdez: um olhar sobre as diferenças. ed. Mediação, São Paulo, 2003.
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