
Coletar, analisar e usar informações para gerar inteligência
Dominar técnicas e ferramentas de inteligência tornou-se essencial em um cenário marcado pela poluição informacional e pelo crescimento acelerado de conteúdos de baixa qualidade. Em meio à sobrecarga de dados, aumenta o risco de decisões equivocadas baseadas em informações distorcidas, desatualizadas ou enganosas. O uso estratégico do OSINT permite filtrar, verificar e contextualizar dados públicos de maneira sistemática, fornecendo uma base mais confiável para análises e escolhas bem fundame...

IA + SimpleX = Assistente privado sem intermediários
Executar uma IA local (como LLaMA.cpp, whisper.cpp, etc.) em um mini PC ou Raspberry Pi, combinada com um relay SimpleX privado rodando via .onion (com Tor), permite que você tenha um assistente pessoal inteligente sem depender de intermediários. Isso evita, por exemplo, o vazamento de dados sensíveis para empresas proprietárias dessas inteligências artificiais. Ideal para pesquisadores que utilizam esse tipo de assistente, mas ainda estão em fase de sigilo em seus estudos e experimentos. Tam...

Experimente a Rede Onion
Os serviços onion representam uma alternativa poderosa e acessível para hospedagem web, combinando economia, privacidade e independência de forma única no cenário atual da internet. Se você pretende manter um site básico, com apenas textos, sem vídeos ou arquivos pesados, executar um servidor web através da rede Tor oferece uma série de benefícios únicos que o diferenciam significativamente dos métodos tradicionais de hospedagem. A simplicidade e acessibilidade dessa tecnologi...
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Coletar, analisar e usar informações para gerar inteligência
Dominar técnicas e ferramentas de inteligência tornou-se essencial em um cenário marcado pela poluição informacional e pelo crescimento acelerado de conteúdos de baixa qualidade. Em meio à sobrecarga de dados, aumenta o risco de decisões equivocadas baseadas em informações distorcidas, desatualizadas ou enganosas. O uso estratégico do OSINT permite filtrar, verificar e contextualizar dados públicos de maneira sistemática, fornecendo uma base mais confiável para análises e escolhas bem fundame...

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Executar uma IA local (como LLaMA.cpp, whisper.cpp, etc.) em um mini PC ou Raspberry Pi, combinada com um relay SimpleX privado rodando via .onion (com Tor), permite que você tenha um assistente pessoal inteligente sem depender de intermediários. Isso evita, por exemplo, o vazamento de dados sensíveis para empresas proprietárias dessas inteligências artificiais. Ideal para pesquisadores que utilizam esse tipo de assistente, mas ainda estão em fase de sigilo em seus estudos e experimentos. Tam...

Experimente a Rede Onion
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Se você cadastrou seu e-mail para acompanhar minhas postagens, provavelmente notou que às vezes comento sobre algumas ferramentas descentralizadas. O uso de tecnologias experimentais é relevante se você pretende compreender melhor as mudanças sociais e suas tendências.
Testar novas tecnologias para analisar usabilidade e tendências é uma boa forma de acompanhar os caminhos que a sociedade elege para supostamente se organizar melhor.
Algumas tecnologias fracassam quase que imediatamente após seu lançamento, outras ganham força e alteram a forma como nos comportamos. Nesse sentido, a tecnologia Web3 parece estar ganhando força, ainda que lentamente, colocando em pauta o fenômeno da liberdade de expressão.
A Web3 é um modelo de organização social e tecnológica que está em constante desenvolvimento para entregar aos usuários um tipo de liberdade polêmica quando o assunto é bem-estar social e limites de expressão.
No modelo atual de organização social e tecnológica, as pessoas possuem seus impulsos de comunicação regulados pelas instituições, as postagens são moderadas e as empresas podem ser responsabilizadas juridicamente. Esse modelo de regulação gera algum bem-estar social ao conter impulsos negativos por meio da centralização dos dados e garantir uma correta identificação das pessoas.
Preconceitos, ofensas, discursos de ódio e outras ações danosas são amenizadas pela moderação e, em alguns casos, punição. No modelo atual, que é centralizado, as pessoas são facilmente identificadas e responsabilizadas. Por outro lado, abusos institucionais, calando protestos legítimos e forçando uma narrativa de quem está no controle, são um efeito colateral indesejado que ocorre com frequência nesse tipo de organização.
No modelo da Web3, a proposta é passar o controle dos dados aos seus usuários, sem mediação institucional, além de descentralizar os servidores, dificultando a censura. Como não existe um servidor central, é difícil retirar do ar um dado conteúdo. Sendo os dados não legitimados por uma empresa, a identidade da pessoa pode ser falsa ou ocultada, ficando anônima.
Uma tecnologia experimental (mas centralizada) bem-sucedida apontando nesta direção foi o fórum 4chan, fundado em 2003 e ativo até hoje, com mais de doze milhões de visitantes por mês, sendo considerado o fórum online mais acessado do mundo.
O fórum 4chan é de postagem anônima, não possui cadastro e a consequência é uma grande propagação de informações falsas, teorias da conspiração e pessoas não identificadas.
Outra experiência (também centralizada) foi a rede social GAB, lançada em 2016 como uma alternativa ao Twitter, capaz de proporcionar e garantir liberdade de expressão. Essa rede social enfrentou diversos problemas, perda de parcerias e muita confusão com postagens de discursos de ódio, entre outras expressões danosas para a nossa sociedade.
O projeto da Web3 tenta resolver os problemas de censura abusiva das instituições centralizadas, proporcionando meios para uma liberdade saudável e necessária, que pode ser alcançada pela descentralização e controle dos dados gerenciado pelo próprio usuário.
Na prática, ainda é cedo para saber se o esforço dos desenvolvedores da Web3 é uma utopia ou algo tangível de ser realizado.
Uma grande dificuldade que encontrei ao experimentar tecnologias Web3 foi a falta de usabilidade para não tecnólogos. Em geral, as tecnologias Web3 exigem conhecimento técnico prévio, afastando a maioria das pessoas.
Outro desafio para os desenvolvedores Web3 é a falta de propagação e entendimento da proposta que norteia esse modelo. A maioria das pessoas está interessada no uso prático e não no modelo social que fundamenta uma dada solução tecnológica.
A ausência de conhecimento da fundamentação social-tecnológica gera muita confusão e problemas de mau uso das tecnologias. O Bitcoin é um bom exemplo, é uma tecnologia experimental focada na liberdade econômica ao dispensar intermediários como bancos e instituições regulatórias. No entanto, acumulou uma grande quantidade de pessoas especulando pela possibilidade de ficarem ricos, tornando-se alvos fáceis de golpistas que aproveitam do impulso ganancioso da vítima para enganar e roubar.
Tecnologias experimentais são, em certa medida, experimentos sociais. Compreender a fundamentação de tais experimentos e seus resultados é importante para uma transformação saudável das relações sociais e uma forma de melhor orientar as pessoas em seu entorno.
Pais, professores e educadores em geral, podem ficar melhor preprados ao compreender os modelos sociais que estão em disputa na produção tecnológica.
Para entender os aplicativos, protocolos e soluções baseadas na web3 é aconselhavél conhecer o problema fundamental da liberdade de expressão e organização dos modelos sociais que essa proposta busca aperfeiçoar.
Se você puder, separe uns minutos para ler esse artigo: Liberdade de expressão e discurso do ódio: um exame sobre as possíveis limitações à liberdade de expressão.
Se você cadastrou seu e-mail para acompanhar minhas postagens, provavelmente notou que às vezes comento sobre algumas ferramentas descentralizadas. O uso de tecnologias experimentais é relevante se você pretende compreender melhor as mudanças sociais e suas tendências.
Testar novas tecnologias para analisar usabilidade e tendências é uma boa forma de acompanhar os caminhos que a sociedade elege para supostamente se organizar melhor.
Algumas tecnologias fracassam quase que imediatamente após seu lançamento, outras ganham força e alteram a forma como nos comportamos. Nesse sentido, a tecnologia Web3 parece estar ganhando força, ainda que lentamente, colocando em pauta o fenômeno da liberdade de expressão.
A Web3 é um modelo de organização social e tecnológica que está em constante desenvolvimento para entregar aos usuários um tipo de liberdade polêmica quando o assunto é bem-estar social e limites de expressão.
No modelo atual de organização social e tecnológica, as pessoas possuem seus impulsos de comunicação regulados pelas instituições, as postagens são moderadas e as empresas podem ser responsabilizadas juridicamente. Esse modelo de regulação gera algum bem-estar social ao conter impulsos negativos por meio da centralização dos dados e garantir uma correta identificação das pessoas.
Preconceitos, ofensas, discursos de ódio e outras ações danosas são amenizadas pela moderação e, em alguns casos, punição. No modelo atual, que é centralizado, as pessoas são facilmente identificadas e responsabilizadas. Por outro lado, abusos institucionais, calando protestos legítimos e forçando uma narrativa de quem está no controle, são um efeito colateral indesejado que ocorre com frequência nesse tipo de organização.
No modelo da Web3, a proposta é passar o controle dos dados aos seus usuários, sem mediação institucional, além de descentralizar os servidores, dificultando a censura. Como não existe um servidor central, é difícil retirar do ar um dado conteúdo. Sendo os dados não legitimados por uma empresa, a identidade da pessoa pode ser falsa ou ocultada, ficando anônima.
Uma tecnologia experimental (mas centralizada) bem-sucedida apontando nesta direção foi o fórum 4chan, fundado em 2003 e ativo até hoje, com mais de doze milhões de visitantes por mês, sendo considerado o fórum online mais acessado do mundo.
O fórum 4chan é de postagem anônima, não possui cadastro e a consequência é uma grande propagação de informações falsas, teorias da conspiração e pessoas não identificadas.
Outra experiência (também centralizada) foi a rede social GAB, lançada em 2016 como uma alternativa ao Twitter, capaz de proporcionar e garantir liberdade de expressão. Essa rede social enfrentou diversos problemas, perda de parcerias e muita confusão com postagens de discursos de ódio, entre outras expressões danosas para a nossa sociedade.
O projeto da Web3 tenta resolver os problemas de censura abusiva das instituições centralizadas, proporcionando meios para uma liberdade saudável e necessária, que pode ser alcançada pela descentralização e controle dos dados gerenciado pelo próprio usuário.
Na prática, ainda é cedo para saber se o esforço dos desenvolvedores da Web3 é uma utopia ou algo tangível de ser realizado.
Uma grande dificuldade que encontrei ao experimentar tecnologias Web3 foi a falta de usabilidade para não tecnólogos. Em geral, as tecnologias Web3 exigem conhecimento técnico prévio, afastando a maioria das pessoas.
Outro desafio para os desenvolvedores Web3 é a falta de propagação e entendimento da proposta que norteia esse modelo. A maioria das pessoas está interessada no uso prático e não no modelo social que fundamenta uma dada solução tecnológica.
A ausência de conhecimento da fundamentação social-tecnológica gera muita confusão e problemas de mau uso das tecnologias. O Bitcoin é um bom exemplo, é uma tecnologia experimental focada na liberdade econômica ao dispensar intermediários como bancos e instituições regulatórias. No entanto, acumulou uma grande quantidade de pessoas especulando pela possibilidade de ficarem ricos, tornando-se alvos fáceis de golpistas que aproveitam do impulso ganancioso da vítima para enganar e roubar.
Tecnologias experimentais são, em certa medida, experimentos sociais. Compreender a fundamentação de tais experimentos e seus resultados é importante para uma transformação saudável das relações sociais e uma forma de melhor orientar as pessoas em seu entorno.
Pais, professores e educadores em geral, podem ficar melhor preprados ao compreender os modelos sociais que estão em disputa na produção tecnológica.
Para entender os aplicativos, protocolos e soluções baseadas na web3 é aconselhavél conhecer o problema fundamental da liberdade de expressão e organização dos modelos sociais que essa proposta busca aperfeiçoar.
Se você puder, separe uns minutos para ler esse artigo: Liberdade de expressão e discurso do ódio: um exame sobre as possíveis limitações à liberdade de expressão.
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