Fotograf.IA: um gerador de IA para fotos de formatura com base em selfies dos formandos
E mais: um estúdio de família no Brasil que já está usando a tecnologia para seus negócios
O momento dos NFTs em 2023 (não, eles não morreram...)
Veja essa e outras notícias de fotografia que podem te interessar no Spotlink de hoje

Quando a fotografia vira parte do pacote de viagem
O trem fotográfico da China revela como a imagem deixou de ser registro para virar experiência
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Quando a fotografia vira parte do pacote de viagem
O trem fotográfico da China revela como a imagem deixou de ser registro para virar experiência
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por Leo Saldanha
Se você olhar para as notícias desta semana de forma isolada, verá apenas fatos. Mas quando conectamos os pontos, a direção do mercado fotográfico fica muito clara: em um mundo saturado pela geração sintética e pelo volume desenfreado de imagens, o que ganha valor é a autoria, a experiência humana e a materialidade.
A fotografia não está encolhendo. Ela está se reorganizando. Aqui está o meu ponto de vista a partir dos sinais desta semana.
O reconhecimento externo continua sendo um validador poderoso, mas o que vemos agora é uma consolidação da nossa narrativa. Paris acaba de prestar uma grande homenagem a Sebastião Salgado (veja também aqui), provando que a consistência estética atravessa décadas.
Mas não paramos nos mestres consagrados. A força autoral brasileira está ativa e se expandindo. Temos desde o fotógrafo joseense levando uma exposição dedicada ao povo Yanomami para a embaixada do Brasil em Berlim, até a Fernanda Pedroso sendo premiada em festivais na Austrália.
E tudo isso começa na base. Projetos como o Click na Favela, em Paraisópolis, mostram que a formação do olhar é, antes de tudo, uma ferramenta de identidade e autonomia.
Se a IA resolve o software, a indústria óptica dobra a aposta no hardware. A enxurrada de lançamentos de lentes premium e câmeras mostra que a captura técnica continua sendo um diferencial financeiro real. Tivemos anúncios de peso: a nova Nikon 70-200mm mais leve, a chegada da Zeiss Otus 35mm f/1.4, além de novidades da Sigma (35mm f/1.4 e 15mm f/1.4) e a versátil Tamron 35-100mm f/2.8.
A questão vai além de apenas capturar a luz, chegando à sua materialização. A cor e a impressão voltaram ao centro do debate como símbolos de excelência. É fascinante entender como mestres da impressão trazem as cores de William Eggleston à vida, um processo que ganha ainda mais precisão com inovações como o ecossistema de calibração ProArt da Asus. A fotografia e seu impacto visual seguem em pauta constante, como mostra esta análise recente da BBC.
Mesmo no fluxo mobile, que se acelera com a nova câmera nativa do Snapseed no iOS, o fim da linha para o trabalho premium exige fidelidade física.
O cliente mudou. Ele não compra mais "uma foto"; ele adquire segurança, direção de arte e, acima de tudo, uma experiência. É por isso que vemos o imaginário visual pautar desde casamentos temáticos da Mansão Mal-Assombrada na Disney até momentos de cultura pop inusitados, como o cachorro vestido de Nazgûl nas Olimpíadas de Inverno.
O audiovisual também bebe dessa fonte, como vemos nas apostas do Oscar para Melhor Fotografia.
Essa busca por "verdade" e peso autoral permeia tudo. Na moda, Annie Leibovitz reafirma o valor incalculável da assinatura fotográfica na nova campanha da Givenchy. No fotojornalismo e esporte, a autenticação in-camera já é uma realidade para fotógrafos olímpicos.
É exatamente esse movimento de confiança que explorei no meu artigo recente detalhando como o cliente contrata fotografia no mercado de 2026.
O mercado evolui por tecnologia, mas cresce por rede e troca. Para quem atua na fotografia esportiva, a Fotto está promovendo workshops imperdíveis (e gratuitos) em Piracicaba e Garibaldi, no RS.
E para nós, o ano pede foco e visão estratégica.
Se você precisa alinhar sua estratégia de forma presencial, anote na agenda nosso encontro do dia 24/03: Antes que o ano acelere: Fotografia, IA e Mercado.
Para transformar todos esses sinais de mercado em decisões estratégicas e construir um plano de ação sólido, conheça o Mapa R.U.M.O. 2026.
E, claro, se você quer acompanhar essas leituras em profundidade no dia a dia, estar cercado de profissionais que estão pensando o futuro do mercado, venha para a Comunidade Fotograf.IA + C.E.Foto. A conversa continua lá.
por Leo Saldanha
Se você olhar para as notícias desta semana de forma isolada, verá apenas fatos. Mas quando conectamos os pontos, a direção do mercado fotográfico fica muito clara: em um mundo saturado pela geração sintética e pelo volume desenfreado de imagens, o que ganha valor é a autoria, a experiência humana e a materialidade.
A fotografia não está encolhendo. Ela está se reorganizando. Aqui está o meu ponto de vista a partir dos sinais desta semana.
O reconhecimento externo continua sendo um validador poderoso, mas o que vemos agora é uma consolidação da nossa narrativa. Paris acaba de prestar uma grande homenagem a Sebastião Salgado (veja também aqui), provando que a consistência estética atravessa décadas.
Mas não paramos nos mestres consagrados. A força autoral brasileira está ativa e se expandindo. Temos desde o fotógrafo joseense levando uma exposição dedicada ao povo Yanomami para a embaixada do Brasil em Berlim, até a Fernanda Pedroso sendo premiada em festivais na Austrália.
E tudo isso começa na base. Projetos como o Click na Favela, em Paraisópolis, mostram que a formação do olhar é, antes de tudo, uma ferramenta de identidade e autonomia.
Se a IA resolve o software, a indústria óptica dobra a aposta no hardware. A enxurrada de lançamentos de lentes premium e câmeras mostra que a captura técnica continua sendo um diferencial financeiro real. Tivemos anúncios de peso: a nova Nikon 70-200mm mais leve, a chegada da Zeiss Otus 35mm f/1.4, além de novidades da Sigma (35mm f/1.4 e 15mm f/1.4) e a versátil Tamron 35-100mm f/2.8.
A questão vai além de apenas capturar a luz, chegando à sua materialização. A cor e a impressão voltaram ao centro do debate como símbolos de excelência. É fascinante entender como mestres da impressão trazem as cores de William Eggleston à vida, um processo que ganha ainda mais precisão com inovações como o ecossistema de calibração ProArt da Asus. A fotografia e seu impacto visual seguem em pauta constante, como mostra esta análise recente da BBC.
Mesmo no fluxo mobile, que se acelera com a nova câmera nativa do Snapseed no iOS, o fim da linha para o trabalho premium exige fidelidade física.
O cliente mudou. Ele não compra mais "uma foto"; ele adquire segurança, direção de arte e, acima de tudo, uma experiência. É por isso que vemos o imaginário visual pautar desde casamentos temáticos da Mansão Mal-Assombrada na Disney até momentos de cultura pop inusitados, como o cachorro vestido de Nazgûl nas Olimpíadas de Inverno.
O audiovisual também bebe dessa fonte, como vemos nas apostas do Oscar para Melhor Fotografia.
Essa busca por "verdade" e peso autoral permeia tudo. Na moda, Annie Leibovitz reafirma o valor incalculável da assinatura fotográfica na nova campanha da Givenchy. No fotojornalismo e esporte, a autenticação in-camera já é uma realidade para fotógrafos olímpicos.
É exatamente esse movimento de confiança que explorei no meu artigo recente detalhando como o cliente contrata fotografia no mercado de 2026.
O mercado evolui por tecnologia, mas cresce por rede e troca. Para quem atua na fotografia esportiva, a Fotto está promovendo workshops imperdíveis (e gratuitos) em Piracicaba e Garibaldi, no RS.
E para nós, o ano pede foco e visão estratégica.
Se você precisa alinhar sua estratégia de forma presencial, anote na agenda nosso encontro do dia 24/03: Antes que o ano acelere: Fotografia, IA e Mercado.
Para transformar todos esses sinais de mercado em decisões estratégicas e construir um plano de ação sólido, conheça o Mapa R.U.M.O. 2026.
E, claro, se você quer acompanhar essas leituras em profundidade no dia a dia, estar cercado de profissionais que estão pensando o futuro do mercado, venha para a Comunidade Fotograf.IA + C.E.Foto. A conversa continua lá.
Leo Saldanha
Leo Saldanha
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