Ou eu falo demais e explico bem, ou eu falo de menos e explico mal
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Em Harry Potter e a Pedra Filosofal o diretor Alvo Dumbledore pediu a Harry que chamasse Voldemort pelo nome (em vez de se referir ao vilão por "aquele-que-não-deve-ser-nomeado") argumentando que "o medo de um nome aumenta o medo da coisa em si".
Mas a mudança do nome da estação de Paulo Freire para Fernão Dias, que não parece ser o caso do medo de um nome, faz pensar no quanto o apego a um nome talvez aumente o apego da coisa em si, parafraseando Dumbledore.
O bolsonarismo (aparentemente) light do governador não é do tipo que negue e renegue aquilo que combate, mas que reafirma aquilo que defende, ou seja, não é que se coloque contra um nome como "Paulo Freire" e tudo aquilo que este nome representa (educação, autonomia, etc.), mas privilegia outro nome, como "Fernão Dias" e o que ele representa (o desenvolvimento baseado na exploração e no genocídio).
Claro que isto não significa, necessariamente, a promoção da exploração e do genocídio, e sim uma singela homenagem àquilo que este softbolsonarismo tanto ama e que não pode colocar em prática (a menos que ninguém esteja vendo, eu acho).
Em Harry Potter e a Pedra Filosofal o diretor Alvo Dumbledore pediu a Harry que chamasse Voldemort pelo nome (em vez de se referir ao vilão por "aquele-que-não-deve-ser-nomeado") argumentando que "o medo de um nome aumenta o medo da coisa em si".
Mas a mudança do nome da estação de Paulo Freire para Fernão Dias, que não parece ser o caso do medo de um nome, faz pensar no quanto o apego a um nome talvez aumente o apego da coisa em si, parafraseando Dumbledore.
O bolsonarismo (aparentemente) light do governador não é do tipo que negue e renegue aquilo que combate, mas que reafirma aquilo que defende, ou seja, não é que se coloque contra um nome como "Paulo Freire" e tudo aquilo que este nome representa (educação, autonomia, etc.), mas privilegia outro nome, como "Fernão Dias" e o que ele representa (o desenvolvimento baseado na exploração e no genocídio).
Claro que isto não significa, necessariamente, a promoção da exploração e do genocídio, e sim uma singela homenagem àquilo que este softbolsonarismo tanto ama e que não pode colocar em prática (a menos que ninguém esteja vendo, eu acho).
Marcelo
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